Arquivo para janeiro, 2009

Fazenda & faisão? Não!

31/01/2009

Fomos a uma exposição no Palácio dos Bandeirantes e, na saída, resolvemos almoçar na Casa da Fazenda do Morumbi, só mil metros acima do portão 2 da sede do governo.

Fazia tempo que não comia lá – um dos espaços mais simpáticos da cidade.

E a boa surpresa foi o atendimento, bastante gentil e atencioso.

Mas a comida, quanta diferença…

O couvert (gratuito) é simples e agradável. Recusamos o bufê (feijoada) e preferimos pedir pratos do menu. O maître franqueou a mesa de saladas do bufê, cujas endívias estavam frescas e a conserva de berinjela, saborosa.

Meu risoto de frutos do mar era correto e tinha azeite com manjericão na base – e não o habitual molho de tomate. Só que o preço (71 reais) é alto e faz com que esperemos mais.

O problema foi o faisão que minha mulher pediu. Segundo o cardápio, ganhava acompanhamento de risoto de peito de pato. Enquanto nos servíamos de saladas, o maître se desculpou pela falta do pato e propôs pupunha no risoto. Minha mulher topou. Fiquei quieto no meu canto, mas trocar peito de pato por pupunha…

Não sabíamos ainda que a troca seria a parte “menos pior” do prato. O faisão estava velho, rijo, provavelmente requentado. Vinha coberto de um molho de vinho que era tão forte que encobria qualquer outro sabor. E tão doce que podia ser servido como sobremesa. Para completar, trazia, de brinde, um bom pedaço de casca de noz.

Minha mulher se esforçou, mas não conseguiu comê-lo. Nem minha filha, que adora carne de caça. Chamamos o maître. Deixamos claro que não era uma devolução; era uma crítica. Que não pretendíamos trocar o prato.  Ele, sempre atencioso e gentil, acatou a reclamação, desculpou-se e disse que não cobraria o prato.

Correto e profissional, mas a desgraça já estava feita. Ele ainda voltou à mesa, depois, para pedir mais desculpas e confirmar sua impressão, após provar o prato: “horrível”.

O garçom propôs que nos servíssemos gratuitamente do bufê de sobremesa (pudim de leite correto, no más, e pudim de clara ruim: muito doce e com textura inadequada) e nos trouxe o café.

A conta foi baixa: só cobraram o risoto, o suco que minha filha tomou e as águas.

Saímos pensando que um lugar bonito e gostoso, que cobra caro e oferece um serviço tão bem treinado e atencioso, só precisava de uma coisa a mais: boa comida. Mas isso não teve.

Casa da Fazenda do Morumbi

Avenida Morumbi, 5594, Morumbi, SP

tel. 11 3742 2810

Como chegar lá (Guia 4 Cantos): Casa da Fazenda do Morumbi

salivar

30/01/2009

Ir à Nova York é bom.

Se coincidir com a posse de um novo presidente, querido pelos novaiorquinos, é melhor ainda.

Se, ainda por cima, for na época de New York Restaurant Week, não tem preço…

Quer dizer, tem preço, sim, e pode ser alto. Mas vale a pena.

Em breve, surgirão comentários sobre Lupa (Mario Batalli), Prune (Gabrielle Hamilton), db Bistro Moderne (Daniel Boulud), o surpreendente Sea Grill, Aquavit (Marcus Samuelsson) e, claro, Le Bernardin (Eric Ripert).

Faltou o Masa, mas não tenho cacife para uma conta que ultrapassa fácil os 350 dólares por pessoa. Por esse mesmo – e óbvio? mesquinho? classemediano? – motivo, não fui ao principal restaurante de Boulud.

Também não comi no London, de Gordom Ramsay, porque não fiz as reservas a tempo (exatos dois meses antes da visita).

Fazer o quê?

Aguardem. Se possível, salivando.

Falarei de ostras inesquecíveis, de herings inacreditáveis, da melhor rabada que comi na vida, de uma deliciosíssima barriga de porco empanada (que devia ter entre doze e dezoito mil calorias)…

Revelarei a surpresa (previsível?) de não ter visto qualquer criança em qualquer restaurante. Em todos os restaurantes a que fomos, minha filha era a única presença abaixo dos vinte anos de idade.

Em breve, nesse mesmo nhac-nhac-nham-nham local.

Descanso

06/01/2009

Alhos, Passas & Maçãs faz uma pausa.

Durante vinte dias, vou comer em outra latitude.

Malas prontas, reservas feitas.

Depois conto.

Abraços & até o início de fevereiro.

Do it yourself!

06/01/2009

Véspera de viagem.

Minha mulher propõe uma pizza com os pais dela e com minha mãe.

Ótima idéia.

Vamos à nossa vizinha Veridiana (da José Maria Lisboa).

A pizza continua ótima. Principalmente, a de abobrinha grelhada e ricota.

Mas o atendimento… Quanta diferença!

No final, o garçom deixa a conta, a máquina do Visa Eletron e tudo na mesa, e nos esquece.

Opero a máquina e pago autonomamente. Do it yourself, é a regra.

Daí espero, espero.

Espero.

Canso.

Vou até a caixa, devolvo a máquina, peço (de novo) a nota paulista e comento a desatenção.

A resposta, singela e sincera, é terrível. Diz o rapaz: Sabe o que é? É que o gerente está de férias e, daí, ninguém faz as coisas direito.

É.

Melhor embarcar logo porque janeiro, nos restaurantes paulistanos, é de amargar.

Fim & Início

02/01/2009

Noite de Ano Novo em casa.

Minha filha, minha mulher e eu.

Camarões grandes ligeiramente chapeados, arroz preto e endívias quentes, com um trisquinho de shoyo, azeite e flor de sal.

Tudo simples. Até o Miolo Millésime 2006.

E tudo muito bom.

Almoço de Primeiro do Ano em casa.

Só nós três, de novo  – e essa é a primeira grande & boa novidade do ano.

Filé grelhado, mais arroz preto e mais endívias, agora só com azeite e flor de sal.

Tudo simples.

E forte, como o Angelica Zapata 2004.

Para mostrar que o ano não será de brincadeira.

E que seja um 2009 muito bom & bacana!

Este, o desejo para todo muito que lê o blog.

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