Por que ir a restaurante? (parte II)

05/06/2009

Fim de maio: já estava na hora de encerrar as comemorações do meu aniversário.

Para cumprir a promessa feita no início do mês, voltamos ao Marcel, agora para a degustação.

Começamos com o habitual foie com uva na cachaça e broto de beterraba. Pequeno: só a ponta mais saborosa da peça – bem saborosa.

A segunda entrada era uma novidade para nós: gema de ovo caipira com farofa de cogumelos (batidos e rebatidos no liquidificador) e cogumelos laminados, acompanhados de brotinhos – um deles, de jambu, para encerrar o prato com uma sensação tátil diferente.

Antes do primeiro prato principal, o chef mandou um prato de cogumelos fresquíssimos, recém-chegados do Rio Grande do Sul, levemente salteados, com pinoli e emulsão de alho. O mérito do prato, no caso, foi não mexer no que já tem sabor por si mesmo. Deliciosos cogumelos.

Os pratos principais foram bacalhau e cordeiro.

O bacalhau, na textura e no ponto exato, vinha com o acompanhamento de três nhoques fritos, tomate confitado, azeite e um bolinho de batata. Para lembrar que bacalhau é um tremendo peixe, apesar de tão maltratado em restaurantes e casas de família (as nossas, por exemplo).

O cordeiro tinha um molho puxado no curry e trazia, junto, um maravilhoso folheado de raízes: mandioquinha, cará e inhame. O cordeiro estava ótimo; o folheado, melhor.

Depois, o fechamento clássico: queijo de coalho com melaço e grana padano, manga com aparência de fios de ovos e suflê de cupuaçu.

Durante a refeição toda, uma miríade de brotinhos de todo tipo passearam pelos pratos e os refrescaram, variando e combinando sabores. Que eles cresçam e se multipliquem…

Acompanhamos tudo com um Tondonia Reserva 99, de López Heredia, que ainda agüentaria com tranqüilidade uns 30 anos, mas já estava muito bom.

Conta de 280 reais; aumentamos o serviço e corrigimos o total para 300 para compensar a não-cobrança de rolha.

Maio encerrava com glória. Já tínhamos absoluta certeza de que valia muito a pena ir a restaurantes.

Tanto que começamos a planejar as comemorações de junho – mês do aniversário da nossa filha…

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7 Respostas para “Por que ir a restaurante? (parte II)”

  1. Ricardo Reno Diz:

    Olá Comilão,

    Fiquei com água na boca, melhor substituir a numeração romana pois daqui a pouco ninguém vai saber em que visita você está, eu inclusive.

    Abraços

  2. alhos Diz:

    Ricardo,
    os comentários sobre o Marcel acabaram.
    Por enquanto…
    Abraços!

  3. fernanda Diz:

    Faça uma das comemorações da sua filha no sal e se der me avise que peço para fazer um balde de crisps de alho poró…bjs

  4. MDV Diz:

    Olá amigo, gostaria de comentar só a seguinte passagem: “Durante a refeição toda, uma miríade de brotinhos de todo tipo passearam pelos pratos e os refrescaram, variando e combinando sabores”. Só pra dizer o seguinte. Vc escreve bem, muito bem, e isso não é pouco, grato, valeu, abs M

  5. alhos Diz:

    Fernanda,
    obrigado… Agora é tarde: fomos aí ontem à noite. E estava bem gostoso.
    E não havia o balde de crisps, mas seu garçom, que conhece a Lia, arranjou um tanto para ela.
    Obrigadíssimo, beijos!

    MDV,
    obrigado!
    Abraços!
    ps. correção feita.

  6. fernanda Diz:

    alhos, vc acha mesmo que foi o garçon?

  7. alhos Diz:

    Fernanda,
    achava. Agora, não acho mais.
    E, da próxima vez, vamos todos de peruca cacheada.
    E minha filha, com perna de pau…
    Então, obrigado!
    Beijos!


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