Fim de maio: já estava na hora de encerrar as comemorações do meu aniversário.
Para cumprir a promessa feita no início do mês, voltamos ao Marcel, agora para a degustação.
Começamos com o habitual foie com uva na cachaça e broto de beterraba. Pequeno: só a ponta mais saborosa da peça – bem saborosa.
A segunda entrada era uma novidade para nós: gema de ovo caipira com farofa de cogumelos (batidos e rebatidos no liquidificador) e cogumelos laminados, acompanhados de brotinhos – um deles, de jambu, para encerrar o prato com uma sensação tátil diferente.
Antes do primeiro prato principal, o chef mandou um prato de cogumelos fresquíssimos, recém-chegados do Rio Grande do Sul, levemente salteados, com pinoli e emulsão de alho. O mérito do prato, no caso, foi não mexer no que já tem sabor por si mesmo. Deliciosos cogumelos.
Os pratos principais foram bacalhau e cordeiro.
O bacalhau, na textura e no ponto exato, vinha com o acompanhamento de três nhoques fritos, tomate confitado, azeite e um bolinho de batata. Para lembrar que bacalhau é um tremendo peixe, apesar de tão maltratado em restaurantes e casas de família (as nossas, por exemplo).
O cordeiro tinha um molho puxado no curry e trazia, junto, um maravilhoso folheado de raízes: mandioquinha, cará e inhame. O cordeiro estava ótimo; o folheado, melhor.
Depois, o fechamento clássico: queijo de coalho com melaço e grana padano, manga com aparência de fios de ovos e suflê de cupuaçu.
Durante a refeição toda, uma miríade de brotinhos de todo tipo passearam pelos pratos e os refrescaram, variando e combinando sabores. Que eles cresçam e se multipliquem…
Acompanhamos tudo com um Tondonia Reserva 99, de López Heredia, que ainda agüentaria com tranqüilidade uns 30 anos, mas já estava muito bom.
Conta de 280 reais; aumentamos o serviço e corrigimos o total para 300 para compensar a não-cobrança de rolha.
Maio encerrava com glória. Já tínhamos absoluta certeza de que valia muito a pena ir a restaurantes.
Tanto que começamos a planejar as comemorações de junho – mês do aniversário da nossa filha…
Tags: gastronomia contemporânea, gastronomia francesa, raphael durand despirite
05/06/2009 às 17:06
Olá Comilão,
Fiquei com água na boca, melhor substituir a numeração romana pois daqui a pouco ninguém vai saber em que visita você está, eu inclusive.
Abraços
05/06/2009 às 17:44
Ricardo,
os comentários sobre o Marcel acabaram.
Por enquanto…
Abraços!
05/06/2009 às 19:10
Faça uma das comemorações da sua filha no sal e se der me avise que peço para fazer um balde de crisps de alho poró…bjs
05/06/2009 às 19:39
Olá amigo, gostaria de comentar só a seguinte passagem: “Durante a refeição toda, uma miríade de brotinhos de todo tipo passearam pelos pratos e os refrescaram, variando e combinando sabores”. Só pra dizer o seguinte. Vc escreve bem, muito bem, e isso não é pouco, grato, valeu, abs M
06/06/2009 às 13:07
Fernanda,
obrigado… Agora é tarde: fomos aí ontem à noite. E estava bem gostoso.
E não havia o balde de crisps, mas seu garçom, que conhece a Lia, arranjou um tanto para ela.
Obrigadíssimo, beijos!
MDV,
obrigado!
Abraços!
ps. correção feita.
06/06/2009 às 13:43
alhos, vc acha mesmo que foi o garçon?
06/06/2009 às 16:23
Fernanda,
achava. Agora, não acho mais.
E, da próxima vez, vamos todos de peruca cacheada.
E minha filha, com perna de pau…
Então, obrigado!
Beijos!