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	<title>Alhos, passas &#38; maçãs</title>
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		<title>Alhos, passas &#38; maçãs</title>
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		<title>Dos doces</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[... e outros papos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 


Carlos Dória falou de doces em seu blog.
 
Duas vezes em uma semana.
 
Na primeira, lembrou como as sobremesas de nossos restaurantes apelam, (quase) sempre, para a infantilização do gosto e ficam bem abaixo do nível dos pratos principais.
 
Na segunda, reagiu contra a pressa e a banalização dos doces. Concluiu com uma aclamação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=828&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong> </strong></p>
<p><span style="color:#000080;"><br />
</span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Carlos Dória</span></strong><span style="color:#000080;"> falou de doces em seu <a href="http://ebocalivre.blogspot.com/" target="_blank">blog</a>.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Duas vezes em uma semana.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Na <a href="http://ebocalivre.blogspot.com/2009/11/dificuldade-das-sobremesas.html" target="_blank">primeira</a>, lembrou como as sobremesas de nossos restaurantes apelam, (quase) sempre, para a infantilização do gosto e ficam bem abaixo do nível dos pratos principais.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Na <a href="http://ebocalivre.blogspot.com/2009/11/outro-dia-escrevi-aqui-que-vivemos-pre.html" target="_blank">segunda</a>, reagiu contra a pressa e a banalização dos doces. Concluiu com uma aclamação que subscrevo com ênfase: </span><em><span style="color:#000080;">“</span></em><em><span style="color:#000080;">Que tal recusar o lixo da pâtisserie desde já? Digo, os ingredientes como o leite condensado, a nutella, a margarina, o sorvete de creme industrial, o excesso de açúcar&#8230;”</span></em></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Se conseguíssemos a abolição da nutella, do malfadado sorvete de sei-lá-que-creme e da margarina, já daríamos um belo passo. E olhe que esse “lixo” todo está no cardápio de vários restaurantes metidos a gastronômicos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/828/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/828/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/828/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=828&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Relatos edificantes</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 11:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[dalva & dito]]></category>
		<category><![CDATA[due cuochi cucina]]></category>
		<category><![CDATA[garcia & rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[kinoshita]]></category>
		<category><![CDATA[le marais]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Quando se vai muito a restaurante, coleciona-se um bom número de histórias sobre pequenos deslizes, médias grosserias e grandes equívocos.
 
São de diferentes espécies.
 
Há os casos risíveis: por exemplo, o do garçom que instruiu minha mulher sobre como pedir água ou do que quis se certificar se o café estava mesmo gelado.
 
Há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=818&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Quando se vai muito a restaurante, coleciona-se um bom número de histórias sobre pequenos deslizes, médias grosserias e grandes equívocos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">São de diferentes espécies.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Há os casos risíveis: por exemplo, o do garçom que instruiu minha mulher sobre como pedir água ou do que quis se certificar se o café estava mesmo gelado.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Há os que nos deixam profundamente irritados, como ser ultrapassados numa fila de espera por alguém com evidentes laços de amizade com a casa.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">E há os que mostram negligência pura e simples com clientes que não chamam atenção e que, aos olhos da equipe de garçons, parecem não interessar à casa.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Abaixo, alguns desses casos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Todos ocorreram nas duas últimas semanas e são histórias, digamos, edificantes.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Todos ajudam a lembrar que o bom restaurante não se resume à comida: ele começa no telefonema da reserva e termina na hora em que o cliente recebe o carro de volta (isso, claro, quando não há rescaldo posterior da comida).</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Todos também dão conta de como muitas casas aprenderam a cobrar caro, mas não a tratar bem os comensais. Em bom português: a respeitá-los.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;"> </span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;">A eterna espera</span></strong></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Chegamos ao </span><strong><span style="color:#0000ff;"><a href="http://www.garciaerodrigues.com.br/" target="_blank">Garcia &amp; Rodrigues</a></span></strong><span style="color:#0000ff;"> ao meio-dia e meia de um domingo. Queríamos comer algo rápido, até porque nosso avião nos esperava. Todas as mesas ocupadas. O rapaz da porta nos avisa: “só um minuto, a próxima é de vocês e já há uma mesa liberando.” Ótimo.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Atrás de nós, começa a crescer a fila de espera. Dez minutos depois, o rapaz chama um grupo de quatro pessoas e as encaminha para uma mesa no piso superior.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Um pouco espantados, nos dirigimos a ele e perguntamos: por que não nós? A resposta é cândida: “vocês são três e a mesa é de quatro”.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Insistimos um pouco sobre a sutil diferença espacial entre três e quatro, aparentemente ignorantes de que há quatro consumidores numa mesa de quatro e apenas três, na de três.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Mais cinco minutos se passam. Uma mesa de dois lugares é liberada. Aguardamos ansiosos a limpeza e a chamada de nosso nome.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Nesse momento duas moças entram no restaurante, atravessam toda a fila, cumprimentam o rapaz da porta pelo nome e ele, que também sabe o nome delas, as leva à nova mesa vaga.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Já irritados, voltamos a perguntar sobre nossa suposta precedência e ouvimos explicação categórica: “elas já tinham vindo antes e não encontraram mesa. Saíram e agora voltaram.”</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Nos olhamos perplexos e cogitamos ir embora. Mas isso implicaria iniciar nova espera, etc. E tínhamos o avião&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Mais cinco minutos (vinte no total), vaga uma mesa de quatro pessoas. O rapaz da lista percorre a fila com o olhar, hesitante.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">À beira de um ataque de nervos, olhamos duro para ele e — vejam só que sujeito gentil — ganhamos a mesa.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Mesa para três</span></strong></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Às vezes tenho a impressão que alguns restaurantes simplesmente gostariam de proibir a ocupação de mesas em número ímpar. No nosso caso, o incômodo que provocamos é ainda maior, uma vez que o “terceiro elemento” é uma criança, que, aos olhos de muitos garçons, cria sempre a expectativa de problemas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Havíamos feito reserva para o </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.duecuochi.com.br/" target="_blank">Due Cuochi Cucina</a></span></strong><span style="color:#000080;"> há dez dias, com a paciência de Jó de ouvir a voz sempre áspera da atendente, que parece fazer um favor ao cliente por reservar mesa.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Fomos os primeiros a entrar no restaurante, no horário da abertura noturna, e nos encaminharam para uma mesa de dois, espremida entre a parede e outras duas mesas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Até tentamos nos acomodar, mas era complicado. Uns vinte minutos depois, e logo que conseguimos chamar a atenção de algum garçom, minha mulher, moça de funda esperança, perguntou a ele se não poderíamos passar para mesa maior, em que&#8230; coubéssemos (a ocupação da casa, nesse momento, era de cerca de 40%).</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Ouvimos um rotundo não, seguido de explicação: “Aquelas mesas são para quatro e agora estão vazias, mas daqui a pouco, a senhora vai ver, fica tudo lotado.”</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Fazer o quê? Comemos lá, tentando enxergar em meio à obscuridade, com o caminhão de lixo fazendo barulho ao lado e dando cotoveladas uns nos outros. Sem contar o imenso prazer de ouvir as conversas das mesas vizinhas (relatos de viagens, vejam que interessante!).</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Desconfortáveis, apressamos nossa refeição e saímos de lá assim que deu, uma hora depois.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A casa tinha, nessa altura, ocupação de 70% e as mesas “para quatro pessoas” (e não três) continuavam vazias.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;">Um educador</span></strong></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Num país em que a educação anda tão em baixa, é bom encontrar pessoas dispostas a ensinar aos ignorantes.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Num almoço no </span><strong><span style="color:#0000ff;"><a href="http://www.dalvaedito.com.br/" target="_blank">Dalva &amp; Dito</a></span></strong><span style="color:#0000ff;">, minha mulher e eu pedimos “uma água sem gelo e sem gás e uma com gelo e com gás”.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Minutos depois, chegam as águas. Uma sem gelo e sem gás. A metade da outra (com gelo e com gás) é despejada num copo cheio de pedras de gelo.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Minha mulher percebe e fala ao garçom: por favor, eu não quero gelo no copo.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">E ouve a importante instrução, dita em tom duro, de evidente autoridade: “Então, a senhora tinha que ter pedido ‘água gelada’, e não ‘com gelo’. ‘Com gelo’ é assim.”</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Evidentemente contrafeito, afasta o copo e pega outro, onde derrama o resto da garrafa.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">A primeira metade da garrafa não foi reposta e dali a pouco tivemos que pedir outra. Mas desta vez acertamos no pedido.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Professor rigoroso e de uma tradição mais antiga e ríspida de docência, o garçom conseguiu nos ensinar a pedir água. Tanto que, daí para frente, sempre pedimos “água gelada” quando queremos apenas água com gelo.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Confirmação</span></strong></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Fim de uma boa refeição no </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.restaurantekinoshita.com.br/" target="_blank">Kinoshita</a></span></strong><span style="color:#000080;">, nosso café demora e chega gelado à mesa. Engolimos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Na hora de pagar a conta, comentamos o fato com o garçom. Ele lamenta e, em seguida, pergunta: “Mas vocês têm certeza de que estava mesmo frio?”</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Refletimos com calma, analisamos, abalizamos, pesamos, sopesamos e concluímos: sim, estava.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Gentilmente, ele nos trouxe outros.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;">Pólo norte ruidoso</span></strong></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Deve ser carma. Não pode ser outra coisa. Há casas que só colhem elogios e onde nunca conseguimos fazer uma refeição sem enfrentar problemas sérios.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Fomos conhecer o </span><strong><span style="color:#0000ff;"><a href="http://www.guia4cantos.com.br/detalhes/sp1923.php" target="_blank">Le Marais</a></span></strong><span style="color:#0000ff;">, irmão francês e quase vizinho do Due Cuochi. O sistema de reserva dos dois é semelhante: você espera na linha por cinco minutos, escutando musiquinha chata, explica a três pessoas o que quer e, finalmente, ouve a voz tolerante de quem vai, vá lá!, aceitar sua reserva para dali a duas semanas.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Chegamos e a casa estava vazia. Minutos depois, outro casal. Ar geladíssimo e música altíssima.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Escolhemos os pratos e pedimos ao maître, com gentileza, se seria possível abaixar um pouco o som e descongelar um pouco o salão. A resposta é gentil: “Claro, claro.”</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Em seguida, ele vira as costas, dá dois passos e, sem ter feito qualquer das duas coisas, se planta ao lado da porta de entrada e não olha mais para nossa mesa.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Punidos pela audácia de semelhante pedido, nos conformamos. Minha mulher enrola uma malha no pescoço. Uma pena que o prato não tivesse salsinha para colocar no ouvido, no estilo Asterix.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color:#0000ff;">Ao sairmos de lá, o mais rápido possível, celebramos deixar o continente ártico e poder ouvir o silêncio das ruas de São Paulo. Sim, elas nos pareceram incrivelmente silenciosas.</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"> </span></p>
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		<title>Mais doces</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/29/mais-doces/</link>
		<comments>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/29/mais-doces/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 20:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[arturito]]></category>
		<category><![CDATA[così]]></category>
		<category><![CDATA[zucco]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
*
Três bons doces do Arturito&#8230;
 
O brioche com Cointreau talvez não vencesse uma disputa pelo melhor pain perdu ou similar da cidade, mas não faria feio. Ele traz açúcar queimado (ou “dourado”) por cima e vem acompanhado de um bom mascarpone e de pêssegos (deliciosos, diga-se de passagem) em conserva.
 
A mousse de chocolate [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=812&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">*</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Três bons doces do </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.arturito.com.br/" target="_blank">Arturito</a></span></strong><span style="color:#000080;">&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">O brioche com Cointreau talvez não vencesse uma disputa pelo melhor pain perdu ou similar da cidade, mas não faria feio. Ele traz açúcar queimado (ou “dourado”) por cima e vem acompanhado de um bom mascarpone e de pêssegos (deliciosos, diga-se de passagem) em conserva.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A mousse de chocolate Valrhona é suave e tem sabor intenso. Os biscoitinhos circulares que a acompanham (“shortbreads”) são delicados e levam uma pitada de Maldon. Muito bom, embora eu tenha que confessar que preferiria um chocolate um pouco mais amargo.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A pêra caramelizada de Amaretto é outro caso sério&#8230; Ela chega sobre saboroso creme de baunilha e massa circular crocante de sementes.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">*</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Simplicidade devia ser regra. Até porque ela costuma desembocar em bons resultados.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">No cardápio do </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.zuccorestaurante.com.br/" target="_blank">Zucco</a></span></strong><span style="color:#000080;">, me chamou atenção o cesto de massa doce com figos flambados no balsâmico. Pedi, claro.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A massa era inexpressiva, mas a grande decepção ficou por conta da desnecessária presença de creme e de sorvete no prato. Os sabores do figo e do balsâmico foram abafados e o doce ficou pesado.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Fizessem simplesmente uma cestinha de massa com figos flambados no balsâmico, como prometia o cardápio, e poderia dar numa ótima e suave sobremesa.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">*</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Dois ótimos doces do </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.guia4cantos.com.br/detalhes/sp1852.php" target="_blank">Così</a></span></strong><span style="color:#000080;">&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">O tiramisù de frutas vermelhas já é um clássico do cardápio, mas o queijo agora está mais balanceado, combinando com as muitas e variadas frutas, sem se impor a elas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">E o “pêssego afogado” vem inteiro e com a boa doçura natural da fruta. Chega mergulhado na calda de vinho branco e acompanhado de sorvete de manjericão. Muito, muito bom.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/812/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=812&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">alhos &#38; passas</media:title>
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		<title>Doces &amp; peixes</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/21/doces-marinhos/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 01:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[d.o.m.]]></category>
		<category><![CDATA[huto]]></category>
		<category><![CDATA[tordesilhas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
*
Nunca tinha comido o camarão glaceado com tagliatelle de pupunha e manteiga de coral do D.O.M.. Provei e, claro, adorei o camarão e a presença ativa da manteiga. Mas o sabor do pupunha fica bastante encoberto pelo molho e pelo camarão. Muito gostoso, mas com um sabor a menos.
 
Para compensar, o ravioli de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=809&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">*</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Nunca tinha comido o camarão glaceado com tagliatelle de pupunha e manteiga de coral do </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.domrestaurante.com.br/" target="_blank">D.O.M.</a></span></strong><span style="color:#000080;">. Provei e, claro, adorei o camarão e a presença ativa da manteiga. Mas o sabor do pupunha fica bastante encoberto pelo molho e pelo camarão. Muito gostoso, mas com um sabor a menos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Para compensar, o ravioli de banana com maracujá e sorbet de tangerina (outro prato que nunca provara) mostrou uma sobremesa bem dosada e saborosa numa casa que tradicionalmente não tem, nos doces, a força que tem nas entradas e nos pratos principais. Mas está chegando lá.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">*</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Nessa semana, voltei ao </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.tordesilhas.com/port/" target="_blank">Tordesilhas</a></span></strong><span style="color:#000080;">. Sempre bom, claro. O filhote no molho de ervas e hortaliças com purê de banana da terra é um caso sério, seriíssimo. Dos melhores peixes de São Paulo.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">E nenhuma novidade na sobremesa: pedi o habitual sorvete de cupuaçu com banana em calda, prato que me faz lembrar de meu pai e de muitas idas ao antigo endereço da rua Ouro Branco. Continua (é óbvio) delicioso.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">*</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Ainda no capítulo dos doces, boa surpresa foi a lichia com calda de laranja e sorvete de gengibre do </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.hutorestaurante.com.br/" target="_blank">Huto</a></span></strong><span style="color:#000080;">. Fresca, agradável, harmoniosa.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Superior às outras duas sobremesas provadas: o gostoso tempurá de pêssego com calda de vinho e sorvete de lichia e o bom sorvete de maçã verde com gelatina de vinho branco e calda de framboesa — esta seria melhor se eu conseguisse não a comparar com o quase idêntico sorvete servido com gelatina de saquê no Jun (que é melhor).</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">De qualquer forma, a elegante casa de Moema acerta a mão nas sobremesas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/809/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/809/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/809/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/809/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/809/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/809/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/809/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/809/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/809/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/809/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=809&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Por que voltar?</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/12/por-que-voltar/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 23:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[bola preta]]></category>

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		<description><![CDATA[Era domingo, minha mulher e eu sozinhos. Decidimos conhecer as novas instalações do Insalata. Impossível: casa lotada, espera de trinta minutos.
 
Subimos a Alameda Campinas de volta e entramos no Bola Preta, na esquina de casa. Nossa terceira vez por lá. Claro que a resenha simpática do Luiz Américo, dois dias antes no Guia do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=807&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000080;">Era domingo, minha mulher e eu sozinhos. Decidimos conhecer as novas instalações do Insalata. Impossível: casa lotada, espera de trinta minutos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Subimos a Alameda Campinas de volta e entramos no Bola Preta, na esquina de casa. Nossa terceira vez por lá. Claro que a resenha simpática do Luiz Américo, dois dias antes no Guia do </span><em><span style="color:#000080;">Estado</span></em><span style="color:#000080;">, nos estimulou a voltar.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">O couvert simples (4 reais) trazia abobrinha crua no azeite, azeitonas pretas, pão, manteiga e azeite. Pedimos dois bolinhos de bacalhau (3,5 cada), que confirmaram nossa impressão anterior de boa fritura (sequinhos, crocantes) e de pouco sabor.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Para principal, minha mulher escolheu o salmão com purê de mandioquinha (26); eu fiquei com o bacalhau à portuguesa (43). O salmão estava no ponto e era bom. Meu bacalhau e seus acompanhamentos careciam completamente de sal. Retemperei à mesa com sal e azeite e ficou razoável.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Nenhuma sobremesa empolgava e em casa tínhamos picolés Diletto: melhor caminhar vinte metros e pegar o elevador. Tomamos nossos cafés e fomos embora. Conta final de 110.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A casa tem diversos garçons, mas o serviço é desatento. Mais de uma vez, o senhor que estava na caixa percebeu nosso abandono e pediu que nos atendessem. Na hora de pagar a conta, após esperar e tentar em vão chamar a atenção da hostess (a cujos olhos éramos invisíveis), me levantei e fui direto ao caixa.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Saímos de lá com a mesma impressão das outras vezes. Não é ruim, não é bom. Dá vontade de voltar? Não. Por mais que passemos meia-dúzia de vezes, todos os dias, na porta.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">E, mais do que o almoço, foi essa questão que ficou: o que faz um cliente voltar a um restaurante? Não vale dizer que é a boa comida e o bom atendimento. Primeiro, porque é óbvio. Segundo, porque nem sempre é assim que funciona.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Rapidamente repassei a lista de que restaurantes a que sempre quero voltar. Aqueles a que tenho vontade de ir toda semana. Depois, os que cogito ir mais ou menos uma vez por mês. Em seguida, os que me empolgam, digamos, a cada dois ou três meses, talvez seis meses. E aqueles que ficam meio esquecidos e aonde só volto por obrigação ou porque bate a curiosidade de ver como andam as coisas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Dia desses, conto quais são. Uma pena que o Bola Preta, vizinhíssimo, não entre (ainda?) em qualquer dessas listas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Bola Preta</span></strong></p>
<p><span style="color:#000080;">Alameda Campinas, 1021, Jardim Paulista, SP</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Tel.  11  2649 4840</span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Como chegar lá</span></strong><span style="color:#000080;"> (Guia 4 Cantos): </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.guia4cantos.com.br/detalhes/sp1866.php" target="_blank">Bola Preta</a></span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/807/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=807&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>De Gênova</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/10/de-genova/</link>
		<comments>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/10/de-genova/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 22:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[zena caffè]]></category>
		<category><![CDATA[carlos bertolazzi]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia italiana]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Pode parecer incrível, mas é difícil comer boa massa em São Paulo.
 
Fora os grandes (e caros) restaurantes italianos, conto três ou quatro casas que nunca me decepcionaram no ponto da massa, no molho ou, mais comum, em ambos.
 
Uma delas é o Zena Caffè, que homenageia a cidade de Gênova no nome e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=803&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Pode parecer incrível, mas é difícil comer boa massa em São Paulo.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Fora os grandes (e caros) restaurantes italianos, conto três ou quatro casas que nunca me decepcionaram no ponto da massa, no molho ou, mais comum, em ambos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Uma delas é o Zena Caffè, que homenageia a cidade de Gênova no nome e que já teve uma ótima trofie, massa típica da Ligúria. Tiraram do cardápio e, cada vez que vou lá, sonho reencontrá-la. Ainda não consegui.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Enquanto isso, fico com a salada de folhas verdes, frutas e flores, que recebe molho bem dosado de balsâmico, azeite, mel e pimenta rosa e varia os ingredientes conforme a estação. Na última vez, tinha alface, rúcula, rúcula italiana e endívia, manga, morango, kiwi e figo. Bolinhas de queijo de cabra e chips de presunto cru acompanhavam e davam um toque agradável de sal.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">As foccaccie e as bruschette são boas e a única decepção fica por conta dos arancini com mix de cogumelos, uma boa idéia que resulta numa porção simpática de mini-bolinhos, mas de sabor inexpressivo.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Mas voltemos às massas porque são elas que importam. Principalmente se for o prato de trenette ao pesto. Mais lígure, impossível. E precisa no ponto da massa e no equilíbrio do molho. Os pinoli e o manjericão (cultivado em vasos à vista do cliente) têm aquele sabor que nos lembra por que a culinária italiana é inesquecível, por que tem a solidez de séculos. Solidez que nenhum espanhol metido a cientista vai abalar.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">De sobremesa, a focaccia doce com pêssego é agradável, mas não empolga. Deliciosa é a sacripantina: pão-de-ló embebido em café e licor, com creme de mascarpone.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A única coisa que falta, no Zenna (além, claro, da volta da trofie), é uma oferta mais diversificada de vinho em taça (os três ou quatro rótulos normalmente oferecidos não empolgam) – inclusive italianos e de sobremesa. No site constam rótulos de vinsanto e de passito di panteleria, mas não havia em nenhuma das visitas.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">O serviço é bastante gentil e simpático, apesar de inexperiente, e o ambiente, que combina o visual de restaurante com o de empório (felizmente sem afetação), é agradável, tanto na parte externa quanto na interna.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Sobretudo: ajuda a aumentar a limitada lista das casas que servem boa massa (e, no geral, boa comida italiana) a preço não-astronômico. O que não é pouco e nos faz pensar que, afinal de contas, é possível comer massa de qualidade relativamente em conta numa cidade que tem dezenas de restaurantes italianos, mas pouquíssimos que prestam.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><strong><a href="http://www.zenacaffe.com.br/novo/index.html" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">Zena Caffè</span></a></strong></p>
<p><span style="color:#000080;">Rua Peixoto Gomide, 1901, Jardim Paulista, SP</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Tel.  11  3081 2158</span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Como chegar lá</span></strong><span style="color:#000080;"> (Guia 4 Cantos): </span><strong><a href="http://www.guia4cantos.com.br/detalhes/sp1848.php" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">Zena Caffè</span></a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/803/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/803/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/803/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=803&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre chefs e pianistas</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/10/04/sobre-chefs-e-pianistas/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 13:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[... e outros papos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Na coluna Sinopse do Estado de hoje, Daniel Piza conta uma história instrutiva:
 
&#8220;Consta que o pianista Wilhelm Kempff foi visitar Sibelius nos últimos anos de vida deste, que lhe pediu para tocar a sonata Hammerklavier, de Beethoven. Kempff tocou. Ao final dos quatro movimentos, Sibelius agradeceu: ‘Você não tocou como um pianista, tocou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=793&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#333399;"> </span></p>
<p><span style="color:#333399;">Na coluna Sinopse do Estado de hoje, Daniel Piza conta uma história instrutiva:</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">&#8220;Consta que o pianista Wilhelm Kempff foi visitar Sibelius nos últimos anos de vida deste, que lhe pediu para tocar a sonata Hammerklavier, de Beethoven. Kempff tocou. Ao final dos quatro movimentos, Sibelius agradeceu: ‘Você não tocou como um pianista, tocou como um ser humano.’” (Daniel Piza, Contrapontos, OESP, 4.10.2009).</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
<p><span style="color:#333399;">Música e gastronomia são mundos diferentes, claro, e a associação é perigosa. Inevitável, porém, fazer a analogia.</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
<p><span style="color:#333399;">Pois, quando vou a um restaurante, cada vez mais quero cozinheiros que cozinhem como seres humanos &#8211; e não como técnicos, cientistas ou artistas.</span></p>
<p><span style="color:#333399;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/793/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=793&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Kidoairaku</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/09/25/kidoairaku/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 13:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[kidoairaku]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia japonesa]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
O Kidoairaku ainda não nos arrebatou, como fez com tantos e tão confiáveis amigos. Mas reconheço: apesar de um ou outro percalço, caminha para isso.
 
Reservamos para as 20h30 de uma sexta e chegamos dez minutos antes. Tudo tranqüilo: a reserva era desnecessária. Obviamente éramos os únicos a falar português por lá. Cumprimentamos niponicamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=636&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">O </span><strong><span style="color:#000080;">Kidoairaku</span></strong><span style="color:#000080;"> ainda não nos arrebatou, como fez com tantos e tão confiáveis amigos. Mas reconheço: apesar de um ou outro percalço, caminha para isso.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Reservamos para as 20h30 de uma sexta e chegamos dez minutos antes. Tudo tranqüilo: a reserva era desnecessária. Obviamente éramos os únicos a falar português por lá. Cumprimentamos niponicamente o pessoal e sentamos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">De saída, pedimos duas porções de komoti shishamo, peixinho cheio de ovas que impressionou o <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/horta/?title=title_601&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">Luiz Horta</a>. Desde que lemos sobre o komoti, minha filha não falava de outra coisa. Dos quatro que vieram à mesa, ela deu cabo de dois: cabeça, tronco e rabo. Gostosos, mas não chegaram a empolgar.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">A anchova estava no ponto preciso e muito saborosa, mas o pedaço era pequeno e oferecia pouca carne. O otoro também decepcionou, rijo e em cortes irregulares. A terceira decepção ficou por conta do karasumi, salgadíssimo e ressecado.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">O serviço, claro, foi péssimo: o garoto nos atendeu com uma mão enquanto segurava o celular com a outra. De vez em quando (bem de vez em quando, porque era raro ele passar perto da mesa e ainda mais raro nos ouvir) éramos forçados a pedir sua atenção e lastimávamos atrapalhar suas ligações. Mas, bem humorados, colocamos o episódio na conta do folclore.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Agora, problemas a parte, o uni e o peixe prego&#8230; Meus caros! Provavelmente o melhor uni que já comi em São Paulo: fresco, farto, delicioso. Todo mar. E o peixe prego chegou macio, untuoso e intenso no sabor. Foram as duas delícias da noite, que nos aproximaram mais desse endereço meio escondido e que está sendo cada vez mais revelado.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">No final, com uma cerveja e águas, a conta ficou em 152 reais – que não é caro, nem barato.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Voltaremos, voltaremos. Quem sabe na próxima não consigamos mais sair de lá?</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Kidoairaku</span></strong></p>
<p><span style="color:#000080;">Rua São Joaquim, 394, Liberdade, São Paulo, SP</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Tel.  11  3207 8569</span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;">Como chegar lá</span></strong><span style="color:#000080;"> (Guia 4 Cantos): </span><strong><span style="color:#000080;"><a href="http://www.guia4cantos.com.br/detalhes/sp1804.php" target="_blank">Kidoairaku</a></span></strong></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/636/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/636/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/636/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/636/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/636/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/636/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/636/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/636/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/636/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/636/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=636&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Entre estantes e panelas &#8211; o texto</title>
		<link>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/09/16/entre-estantes-e-panelas-o-texto/</link>
		<comments>http://alhosepassas.wordpress.com/2009/09/16/entre-estantes-e-panelas-o-texto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 21:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[... e outros papos]]></category>
		<category><![CDATA[debates]]></category>
		<category><![CDATA[entre estantes e panelas]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi enviado para o debate de blogs do ciclo Entre estantes e panelas e distribuído ao público que foi assistir ao evento. É uma espécie de autopsicografia (desculpe-me, Fernando Pessoa) bloguística&#8230; Meio longo, mas vá lá.
 
Primeiro, preciso confessar uma coisa: nem gosto tanto assim de alhos, embora já haja gente por aí [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=628&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#0000ff;">O texto abaixo foi enviado para o debate de blogs do ciclo <strong>Entre estantes e panelas</strong> e distribuído ao público que foi assistir ao evento. É uma espécie de autopsicografia (desculpe-me, Fernando Pessoa) bloguística&#8230; Meio longo, mas vá lá.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">Primeiro, preciso confessar uma coisa: nem gosto tanto assim de alhos, embora já haja gente por aí que me chame dessa forma. Nesta mesa, inclusive.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Pronto, desabafei. Passemos, então, ao mais importante: agradeço ao Carlos Dória, que me convidou e que, diante de minha primeira recusa, sugeriu enviar o texto para ser lido. Grazie tanti, professore!</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Vejam: alho cai bem se for usado com parcimônia e, claro, desde que o cozinheiro não deixe soltar o óleo. Se isso acontecer, ele se torna indigesto – e uma pessoa ou um blog com esse apelido também podem provocar indigestão.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Não quero. Criei o blog numa hora de irritação com um restaurante que até já fechou, mas não acho que seja função de blogs gastronômicos espinafrar o que lhes passa pela frente. Questão número um: blog não é instrumento de vingança. Se quer mesmo se vingar, use uma faca. Se não for Ginzu, tanto melhor.</span></p>
<p><em><span style="color:#000080;">Alhos, Passas e Maçãs</span></em><span style="color:#000080;"> nasceu logo depois de um dia dos pais. Fomos comemorar a data numa casa recém-aberta, que havia sido destaque da Veja SP e do Guia do Estado. Foi horrível. Saímos de lá indignados. Cheguei em casa, sentei-me ao computador e sapequei uma carta para os dois periódicos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">A surpresa foi receber, no dia seguinte, telefonemas dos respectivos editores. Sim, meus caros. Tocou o telefone na minha casa e era o Arnaldo Lorençato, pedindo mais detalhes. Desliguei, tocou de novo e era o Ilan Kow, na mesma toada.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Percebi que não só havia vida inteligente na crítica gastronômica paulistana, como também havia honestidade e seriedade numa proporção que tenho dificuldade de localizar na minha distante área de atuação.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">O episódio me estimulou a contar casos de idas a restaurantes. Ensaiei um blog no Uol (ainda está lá, com apenas mil acessos), logo abandonei. Um pouco depois, e por motivos que não contarei, retomei, dessa vez no WordPress. Surpreendentemente – e não tenho idéia do motivo – ele começou a receber muitos visitantes por dia.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Disse que não sei o motivo do aumento do número de leitores? Disse. Mas não é totalmente verdade. Tenho um palpite. E ele não se limita ao reconhecimento do óbvio: a gastronomia está na moda – para o bem e para o mal – e o interesse por textos relativos a comidas aumentou sensivelmente nos últimos tempos.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Não endosso a idéia corrente de que os blogs representariam uma alternativa à critica profissional, exposta regularmente nos periódicos. Podemos reclamar de um ou outro crítico, mas temos atualmente, pelo menos aqui em São Paulo, três ou quatro críticos bastante bons. Quando tivemos isso?</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Acho que os blogs são </span><em><span style="color:#000080;">mais um</span></em><span style="color:#000080;"> espaço de análise, e não apenas </span><em><span style="color:#000080;">outro</span></em><span style="color:#000080;"> espaço. Nos blogs, por exemplo, é mais fácil localizar a critica sobre um restaurante do que nos arquivos de um jornal. Vou sair de casa para visitar algum lugar? Passo os olhos num blog. Voltei do jantar, satisfeito ou não? Dou uma olhadinha e cotejo minhas impressões com as expressas no blog x ou y.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Ou seja, há um dialogo do comensal com estes textos – e isso se explicita principalmente no grande número de comentários feitos por leitores.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">E este dialogo tem uma característica importante – e minha hipótese do interesse por blogs gastronômicos se baseia nela. Os blogs representam uma diversificação das opiniões. Eles dão mais espaço para o dissenso. E, apesar do Brasil ser um país que tem dificuldades sérias para lidar com o dissenso, a chance de discordar e a oportunidade de contrastar opiniões são características atraentes.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Dou um exemplo. Adoro, absolutamente adoro, quando meus queridos amigos do <a href="http://quebichomemordeu.wordpress.com/" target="_blank">Bicho</a> – um de meus blogs preferidos – elogiam o Pasquale. Porque eu detesto. Fiz algumas (sim, no plural) das piores refeições de minha vida lá. Mas cada vez que eles elogiam e eu critico, estamos ambos apresentando ao leitor o contraste que a imprensa regular tem dificuldade para oferecer – e, repito, não por incompetência, mas pelos limites normais das edições. A Anna e o Demian podem colocar meia dúzia de posts elogiando o Pasquale; eu posso criticá-lo em outra meia dúzia. Que jornal ou revista poderia comentar diversas vezes um mesmo restaurante? Nenhum, obviamente. Creio que, entre tantos outros motivos, é essa diversidade que motiva a procura dos blogs.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">E por que escrevo o blog? Ora, para contar histórias. O que é melhor do que contar ou ouvir histórias? Esta, a questão número dois: só escrevo quando a história é boa. Por exemplo, um dos meus melhores jantares nesse ano foi no dia 21 de julho, no Parigi. Até agora não achei um jeito de relatar. Faz sentido para mim e para minha mulher, que aproveitamos a noite. Se um dia descobrir que pode fazer sentido para outros, conto. Caso contrário, fica guardado no baú das recordações pessoais. Daí a questão três: blog não é espaço de exibicionismo. Para isso existem os shoppings, as colunas sociais e, por que não?, muitos restaurantes.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Sejamos cartesianos: a conclusão é simples. Não concebo um blog – gastronômico ou não – como espaço de opinionismo desvairado, vicio brasileiro que faz com que qualquer tema seja perguntado a qualquer um e, pior, respondido. Caetano Veloso, Kaká ou a Dona Zica, da Mangueira, não são, por exemplo, as melhores pessoas para falar publicamente de política&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#000080;">No espaço privado, falamos do que queremos e como queremos. Publicamente, responsabilidade e um bom caldo de peixe são fundamentais. Isso implica certas regras de conduta – o nome correto seria ética, mas o termo anda desgastado. E o nome correto desse espaço público e do respeito a ele seria república, mas não vamos complicar as coisas, porque falar em república no Brasil é dissertar sobre algo abstrato.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Pois bem, uma das regras que adoto – e não a principal, embora talvez seja a mais notável – me obriga a lhes pedir desculpas por não ter vindo. Mas é também, creio, o que justifica que, representado, eu esteja aqui. O anonimato.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Aprendi com minha musa Ruth Reichl, cujas perucas até tentei, sem sucesso, imitar. Aprendi comigo mesmo, numa experiência de vida já quase provecta, que me ensinou que sou tímido e a lidar com isso. Aprendi ao olhar como há de fato tratamento diferenciado em muitos restaurantes. E não me refiro a um agrado do chef, que manda uma entrada ou sobremesa. Não há mal nisso. Me refiro a algo que, pensado a seco, é simplesmente mesquinho: você demorar vinte minutos para obter uma garrafa de água enquanto a mesa ao lado é cercada de atenções. Este, diga-se de passagem, não é um exemplo abstrato.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Defender o anonimato pode parecer meio anacrônico tanto tempo depois do Apicius e num momento em que o próprio </span><em><span style="color:#000080;">New York Times</span></em><span style="color:#000080;"> o desqualificou duplamente: no presente, ao divulgar nome e foto do novo crítico, e no passado, ao minimizar os esforços de Ruth Reichl e Frank Bruni.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Anonimato relativo, porque não me revelo, mas tampouco me escondo. Está tudo lá no blog. Curiosamente – o que mostra como as pessoas lêem pouco ou não prestam atenção ao que lêem – nem minha família, creiam, sabe do blog. Sem contar que em 80% das visitas vou acompanhado de minha mulher e de minha filha, e crianças em alguns restaurantes paulistanos podem não ser tão raras quanto nos de Nova York, mas não são tão comuns assim.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Sei, por exemplo, que nos identificaram em três restaurantes. Não por acaso, são dos que mais freqüentamos. Dia desses, outro descobre. Paciência. Já disse: peruca não me cai bem. Mas ainda restam milhares de casas por aí. Muitas delas não reparam que seria mais razoável tratar as pessoas com isonomia. Epa, de novo, a expressão adequada é: </span><em><span style="color:#000080;">de forma republicana</span></em><span style="color:#000080;">. Porque comer não é só comer; há todo um entorno, há todo um contexto que envolve o fulano que sai para jantar três vezes por semana e aquele que economiza para uma, só uma, celebração anual. Não é óbvio que ambos merecem o mesmo respeito e tratamento?</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Sem contar que em todos esses restaurante em que não sabem quem sou posso entrar com tranqüilidade, pedir um bom prato, comer com prazer e, enquanto isso, conversar com minha mulher e minha filha, meninas tão lindas, cujas opiniões interferem decisivamente nos comentários que escrevo.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Porque, no fim das contas, e mesmo pagando contas altas demais para meus parcos ganhos de assalariado, o blog não é o motivo de irmos a restaurantes. É o efeito de gostarmos de comer bem e de experimentar. Por isso, </span><em><span style="color:#000080;">Alhos, Passas e Maçãs</span></em><span style="color:#000080;"> é um blog comilão.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">É isso. Agradeço a tolerância de me ouvirem à distância. E nem conto que, enquanto estão aqui, estou comendo um tremendo pato num restaurante bem perto. Não, não sejam vingativos: não torçam por minha indigestão. Nessa casa, o chef sabe o tempo do alho.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">E peço novamente desculpas pela ausência. Espero que a tenham compreendido. Dia desses, nos cruzamos num restaurante.</span></p>
<p><span style="color:#000080;"><br />
</span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/628/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/628/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/628/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/628/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/628/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/628/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/628/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/628/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/628/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/628/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=628&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Entre estantes e panelas: blogs</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 14:38:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[... e outros papos]]></category>
		<category><![CDATA[debates]]></category>
		<category><![CDATA[entre estantes e panelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alhosepassas.wordpress.com/?p=625</guid>
		<description><![CDATA[Um debate de blogs gastronômicos acontecerá na próxima segunda-feira, 14 de setembro, às 18 horas, no teatro da Livraria Cultura.
 
É parte do ciclo Entre estantes e panelas, coordenado por Carlos Dória e Janaína Fidalgo, e contará com participações reais e virtuais: o próprio Dória, Luiz Américo Camargo, o Bicho, Luiz Horta, Neide Rigo, Joyce [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=625&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#333399;">Um debate de blogs gastronômicos acontecerá na próxima segunda-feira, 14 de setembro, às 18 horas, no teatro da Livraria Cultura.</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
<p><span style="color:#333399;">É parte do ciclo </span><strong><span style="color:#333399;"><a href="http://gourmet.updateordie.com/eventos/2009/09/entre-estantes-e-panelas-4/" target="_blank">Entre estantes e panelas</a></span></strong><span style="color:#333399;">, coordenado por Carlos Dória e Janaína Fidalgo, e contará com participações reais e virtuais: o próprio <a href="http://ebocalivre.blogspot.com" target="_blank">Dória</a>, <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/luizamerico/" target="_blank">Luiz Américo Camargo</a>, o <a href="http://quebichomemordeu.wordpress.com/" target="_blank">Bicho</a>, <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/horta/" target="_blank">Luiz Horta</a>, <a href="http://come-se.blogspot.com/" target="_blank">Neide Rigo</a>, <a href="http://gastronomicas.blogspot.com/" target="_blank">Joyce Galvão</a>, <a href="http://sejabemvinho.blogspot.com/" target="_blank">Cristiana Couto</a>, <a href="http://blogdoeduardogirao.blogspot.com/2009/03/blog-do-girao.html" target="_blank">Eduardo Girão</a>, Alhos.</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
<p><span style="color:#333399;">A coordenação será de Paula Pinto e Silva.</span></p>
<p><span style="color:#333399;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alhosepassas.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alhosepassas.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alhosepassas.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alhosepassas.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alhosepassas.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alhosepassas.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alhosepassas.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alhosepassas.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alhosepassas.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alhosepassas.wordpress.com/625/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alhosepassas.wordpress.com&blog=4776259&post=625&subd=alhosepassas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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