Confessional II

05/12/2008

Meu emprego é peculiar. Só vou lá duas vezes por semana – três períodos, no total.

No restante do tempo, trabalho em casa e isso permite grande autonomia e exige tremenda disciplina. Felizmente, tenho ambas e tudo corre bem.

De vez em quando, porém, assumo alguma atividade que exige minha presença física em horário comercial.

É esse o caso desta semana: saio às 7 e meia, volto lá pelas 8 da noite. Cansado, exausto, desanimado.

Com uma tremenda saudade da casa, de minha mulher, de minha filha, de minha cachorrinha, de meus peixes, de meus caracóis (sim, tenho um casal de caracóis), de meus livros e de minha poltrona.

Para essas horas, a natureza só oferece uma coisa: a palomino fino.

Que, devidamente vinificada, se transforma na incomparável manzanilla.

Posso até mudar de rota depois – hoje mudei para um borgonha básico, que acompanhava bem o jantar.

Mas até que tudo se aprume, manzanilla.

Sei que não é a primeira vez que a homenageio no blog.

É que é inevitável.

Diferentemente do whisky, a manzanilla não é um cachorro engarrafado.

É a reunião de todos os cachorros do mundo, numa só garrafa.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: