Ele, o pato

26/02/2009

 

Sempre que vou à Nova York janto pelo menos uma vez no Pongsri.

Por quê? Por muitas razões.

Primeiro (mas não mais importante): a proximidade. Ele fica na mesma rua e a menos de cem metros do hotel em que me hospedo.

Segundo (e bem mais importante): a memória. Na minha primeira visita a Nova York, em 93, entrei lá por acaso e comi uma refeição maravilhosa. Ganhou pontos e, sobretudo, afeto.

Terceiro (e decisivo): a comida. Continua ótima.

Nesses dezesseis anos, muita coisa mudou. O salão está no mesmo endereço, mas ao rés do chão; não fica mais numa sobreloja meio sombria e enevoada. Não ficou chique, mas está mais arrumado e cuidado.

As garçonetes também a se vestir melhor, embora continuem olhando torto quando você chega. É fácil de explicar. O lugar é freqüentado basicamente por orientais. Quando entra um ocidental, elas devem achar que é bom se precaver…

E elas se tornam gradativamente mais simpáticas a medida que a refeição avança e notam que você come bem e parece satisfeito. No final da refeição, até sorriem.

Dessa vez começamos o jantar com rolinhos primavera. Pode parecer falta de imaginação, mas foi um pedido de minha filha – junto com o indefectível suco de cranberry.

Os rolinhos estavam um pouquinho mais engordurados do que deveriam, mas muito saborosos. Só vegetais, temperados na medida –picante ma non troppo – e com molho de laranja, mel e alho. Uma delícia.

E seguimos com patos. Ah, os patos do Pongsri… Assados, fatiados e depois fritos.

Crocantes como devem ser os patos servidos no céu – ou será que são os do inferno?

Um deles mais simples, acompanhado de brócoli. O outro, com echalotas e tamarindo. Este é o que não pode ser dispensado jamais. Este é o que dá vontade de pedir mais cinco e levar para casa. É deste o sabor que vem à boca quando vejo a placa do Pongsri. Este.

Tudo acompanhado de Singha, cerveja tailandesa delicada e saborosa.

Antes de caminhar os quase cem metros de volta para o hotel, uma honestíssima conta de 77 dólares.

Sabe de uma coisa? Quando voltar a Nova York, vou jantar de novo no Pongsri!

Pongsri

http://www.pongsri.com/

4 Respostas to “Ele, o pato”

  1. Julinho Says:

    Indo à Nova York certamente provarei a especiaria.
    O meu pato preferido em São Paulo se serve em uma casa na Rua Prates. Trata-se de uma casa especializada em churrasco coreano. Cada mesa tem uma genghis kan, com exaustor (!!) e você escolhe a carne, que vem direto do açougue coreano do bairro. O pato e a barriga de porco são incríveis. E os acompanhamentos também. Tudo muito condimentado, mas vale muito a pena. Mesmo.
    Abraço!

  2. alhos & passas Says:

    Pois é, Julinho. Vi o post, em seu blog, sobre essa casa, mas ainda não fui lá.
    Mas pode deixar que irei, sim!
    Obrigado pela dica, abraços!

  3. Gourmet Blasé Says:

    Alhos!
    Grande idéia de começar a listar os restaurantes ao lado. Já estou há mais de uma hora lendo vários posts que me passaram despercebidos.
    Abs!

  4. alhos Says:

    Gourmet,
    tudo bem?
    Obrigado!
    Respondo aos três em um, como aqueles antigos aparelhos de som.
    É inevitável que o bolo fique tão doce: a clara é batida com (muito) açúcar…
    E sonho com o dia em que aprendam a tirar, por aqui, aquele café que é só um gole, o necessário.
    Abraços!


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