Uma figueira gigante, e sem decepção

17/07/2009

 

François Simon veio recentemente a São Paulo e, na volta, publicou em seu blog elogios a diversos restaurantes da cidade: Tordesilhas, Maní, Mocotó. Elegeu o jantar do Fasano como o melhor do ano e só espinafrou uma das casas que visitou, o Dalva & Dito.

A crítica ao restaurante de Atala, porém, veio sob um título estranho: “Un figuier géant et une déception” – uma figueira gigante e uma decepção. Nenhum problema para um leitor francês. Mas o leitor paulistano, se apressado, poderia concluir que uma coisa (a figueira gigante) tinha a ver com a outra (a decepção).

Não tinha. Simon seguiu a famosa lógica de que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E apenas relatava que passara pela porta de A Figueira, se encantara com a árvore, e seguira até o Dalva & Dito, onde se desencantara com a comida. Certamente não foi o único a viver a dupla experiência.

Quando li a coluna, bateu a vontade de voltar à mais bonita das casas Rubaiyat. Fomos. O couvert continua agradável, embora não seja indispensável (mas que couvert, fora o do Picchi, é indispensável?).

Pedimos uma costelinha de tambaqui e uma merluza negra. O acompanhamento de ambos era bem cuidado. No da costelinha, se destacava a combinação de berinjela e abobrinha; no da merluza, a batatinha e o pinoli, muito bem integrados à cebola.

Mas bons, bons mesmo, estavam os peixes. No ponto exato, sem deixar de ter (e sem ter em excesso) o sabor da grelha. Macios, delicados, intensos, saborosíssimos.

Para a sobremesa, recorremos ao bufê de doces. Formigas assumidas, comemos de vários pelo justíssimo preço de 19 reais. O único ponto negativo foi a crema catalana, cuja cobertura queimada amolecera. O Nespresso curto fechou bem a refeição que ficou em honestos 250 reais (três pessoas, só água).

O lugar continua lindo e o serviço foi atencioso e gentil, bem melhor do que em nossas últimas visitas às casas da rede. Tomara estejam conseguindo reaprumá-lo. O único deslize foi por conta do serviço de pão que – parece pessoal – nunca vem à nossa mesa.

Impressionante é a quantidade de gente que freqüenta A Figueira. Lotada numa quinta à noite, com claro predomínio do público masculino e quantidades industriais de estrangeiros. Não importa. É bom para eles sem deixar de ser bom para nós.

Uma pena – como ele mesmo reconheceu – que Simon não tivesse parado para comer lá. Teria comido sob uma figueira gigante, e sem decepção.

A Figueira Rubaiyat

Rua Haddock Lobo, 1738, Jardim Paulista, SP

Tel.  11  3087 1399

Como chegar lá (Guia 4 Cantos): A Figueira

43 Respostas to “Uma figueira gigante, e sem decepção”

  1. manuela Says:

    o dalva e dito é ridiculo
    representa o que tem de pior em sp

  2. manuela Says:

    o dalva e dito deveria se juntar ao don, a risoteria e ao piseli e se mudar para moema ou vila nova, combina mais com eles

  3. alhos Says:

    Manuela,
    tudo bem?
    Acho que o Dalva & Dito ainda não se encontrou. Não entendo bem em que ponto do trilho as coisas desandam. Torço para que se aprume.
    Fiz algumas refeições razoáveis no Piselli, nenhuma empolgante. Idem na Risoteria.
    Do DOM – fora o preço – não posso falar nada de ruim. Todas as vezes em que fui lá, fui bem atendido e comi muito bem, muito bem mesmo.
    Abraços!

  4. manuela Says:

    o dalva e dito nao se encontrou e nunca vai se encontrar porque é artificial em sua essencia
    o que é cozinha brasileira ?
    chef franco-italiano ?
    a moda agora em sp é ” baixa temperatura ” , a pouco tempo ninguem falava disso, e daqui apouco vao parar de falar
    minha cozinheira executa qualquer prato do dalva e dito muito melhor que o chef ” franco-italiano”
    o ratatouille do sertao foi a pedida mais grotesca que eu ja fiz em meus mais de 20 anos indo a restaurnte, tudo estava fora do ponto
    basta ir a qualquer um dos restaurantes citados que voce vai ver um monte de deslumbrado cheirando vinho e mexendo a taça porque acha bacana
    os caras nao sabem nem geografia
    o piselli passaria se tivesse um serviço menos pretencioso , mais para cantina, e de preferencia sem aquele dono ridiculo dando beijinhos na cafonada que chega e acha o maximo conhecer o dono
    a risoteria só o nome ja diz tudo
    quanto ao don seria um restaurante ok ( nao mais do que isso ) se nao fosse o preço e pela pretençao do dono de reiventar o brasil
    mas será que se o don fosse mais barato ele seria ok?
    enfrentaria mais dificuldades para ter bons ingredientes e teria que pagar menos para a equipe

    é só entrar em qualquer um desses restaurantes citados que voce vai ver um monte de novo rico

  5. alhos Says:

    Manuela,
    pois é, acho que uma das coisas bacanas (mesmo que ocasionalmente nos irrite) é a variedade de experiências que podemos ter em restaurantes.
    Compartilho seu desconforto com o arrivismo de muitos clientes e com a freqüentação de certos restaurantes pelo suposto status que se obtenha com isso. É chato ficar por perto e meio deprimente assistir a algumas dessas cenas.
    Infelizmente, elas (pessoas & cenas) não se resumem ao mundo da comida. Estão por toda parte. Trabalho numa área muito, muitíssimo, distante de qualquer panela e assisto a isso o tempo todo. Uma tristeza.
    Resta-nos comer e aproveitar – quando a comida for boa, é claro.
    Abraços!

  6. Connaisseur acidental Says:

    Comilão,

    As pessoas perdem a paciência defendendo o seu gosto.

    SDS

  7. Luiz Says:

    Não vejo problema algum em girar minha taça de vinho e aerar meu vinho, podendo apreciar seus aromas e compartilhar uma boa refeição. Não sou deslumbrado por isso. Pago por uma boa garrafa de vinho com o mesmo prazer de pagar por uma boa refeição em um bom restaurante.
    É com pesar que vejo que muitos ainda considerem a apreciação ( mesmo que discreta) de um vinho algo esnobe ou de novo rico. Por que isso incomoda tanto ? Aliás é muito bom ir ao Figueira, comer bem e beber um bom vinho. Sem preconceitos.

  8. alhos Says:

    Connaisseur,
    obrigado por seu comentário.
    Defendamos, defendamos aquilo em que acreditamos. Mantendo o estilo e o respeito, claro.
    Abraços!

    Luiz,
    concordo. Também tomo todo o cuidado possível com o vinho que bebo e tento aproveitá-lo ao máximo, com os olhos, o nariz e a boca.
    Mas existem, claro, os exibicionistas (não só em restaurantes, não só com vinhos…). Entendi que era deles que a Manuela falava, e não de quem está apenas interessado em aproveitar as coisas boas.
    Outro dia, exatamente na Figueira, peguei um desses fulanos na mesa ao lado. Voz alta, comentários risíveis sobre o vinho que bebia. Incomodou-me um pouco, no começo. Em seguida, desliguei a voz dele de meu ouvido e pude me concentrar no ótimo jantar. Acho que é a melhor estratégia.
    Abraços!

  9. eduluz Says:

    Alho, voltemos ao Figueira, apesar da conversa sobre os pretensos “entendedores”de vinho estar bastante interessante !
    Já fui lá algumas vezes e acho que o que acontece é que a Figueira ( a árvore) é ao mesmo tempo a “mocinha”e a “vilã”.
    Ela é tào bonita, frondosa e adequada ao ambiente que voicê espera que a comida tenha a mesma proporção.
    E aí, de vez em quando aquele forno queima algumas coisas, as proporções são estranhas e quando você percebe, vê um monte de executivos e/ou turistas se divertindo demais, muito mais do que você!! rs
    Já faz um tempo que não passo por lá (minha forma de protestar) e após o teu relato, pensarei em dar mais uma chance aquela bela (pra mim e por enquanto) cenografia.
    Abs.

  10. alhos Says:

    Edu,
    tudo bem?
    Puxa, mas que comida corresponderia à árvore?
    Na verdade, as casas Rubayat são grandes demais, excessivas no volume de gente e na quantidade de comida que servem. É difícil imaginar a infra por trás de tudo aquilo. Nos últimos tempos, elas enfrentaram problemas sérios de serviço. Fiz algumas refeições trágicas no Baby Beef da Santos. O Porto sempre me pareceu mais regular, talvez por seu um pouco menor. E a Figueira oscila. Também por isso fiquei feliz que tudo tenha sido muito bom dessa vez (fora, claro, o serviço de pão – mas daí acho que é pessoal).
    Abraços!

  11. Ricardo Oliveira Says:

    Manuela, qual restaurante gosta de frequentar?

    Abs.

  12. manuela Says:

    concordo luiz
    eu tambem gosto de vinho e nao vejo problema em girar a taça
    o que me incomoda é uma turma que nao gosta de vinho , nao sabe comer e gira a taça mais do que necessario
    essa turma tem em geral ente 35 e 50 anos, mora em moema ou na vila nova , acham o homem do vinho da terroir bacana, acham o alex atala o maximo e frequentam os restaurantes citados entre outros

  13. Fernando Says:

    Comilão, muito bom texto, e muito elegante as respostas. Eu continuo achando a Figueira um ótimo lugar para levar clientes gringos e parentes visitando SP. Aliás, acho que a frequência em dias de semana é 80% PJ. O que mais incomoda nas casas Rubayat é eles só aceitarem Visa. Já saí sem pagar 2 vezes (pois esqueci o tlão de cheques em casa). Pra ser justo, nenhum constrangimento foi criado. Deixei um cartão de visitas com o maitre e mandei um cheque no dia seguinte. Manuela, para com essa patrulha. Relaxa, curta sua refeição e pare de se preocupar com os outros. Faz bem ao corção.

  14. DMS Says:

    Manuela, gosto dos seus comentários, mas é bobagem essa lenda de novo rico morar em moema e vila nova. Moro em Moema pq é perto do Ibirapuera e do aerporto (sou obrigado a viajar por causa do meu trabalho), além de oferecer uma boa variedade de comércio. É o mesmo padrão do Itaim ou Jardins, onde, aliás, ficam os restaurantes criticados nesse post.
    Falando em comida brasileira, o Alex Atala poderia visitar o Feijão do Norte, restaurente honesto no centro. Boa comida, bom serviço e preços honesto. Um cliente apresentou a casa. Gastamos 15 reais p/ pessoa. Obviamente, a casa estava lotada. Justissimo. Abs,

  15. manuela Says:

    ricardo a lista é grande :
    frevo, due cuochi , marcel, ritz, baalbek, rodeio,ici,la casserole, figueira, carlota, nellos, gulero, manaca, alguns da liberdade, um chines na eusebio matoso, sal, l’aperô

  16. alhos Says:

    Fernando,
    obrigado.
    Creio que muitos restaurantes de SP vivem graças aos cartões corporativos. Às vezes me sinto uma “pessoa física-ilha” neles…
    Não sabia dessa restrição da Figueira a cartões de crédito. É ruim.
    Abraços!

    DMS,
    obrigado pela dica: dia desses experimento o Feijão do Norte.
    Abraços!

    Manuela,
    obrigado pela resposta.
    Seus comentários fizeram um tremendo sucesso! Bacana.
    Endosso, com uma ou duas exceções, sua lista.
    Abraços!

  17. Ricardo Reno Says:

    Manuela, bom dia!

    Tem algum problema a pessoa ficar rica? Ou só as ricas tradicionais, quatrocentonas, é que sabem beber vinho,de maneira correta e comer em restaurantes da moda? Opinião é algo que temos a respeito de algo ou alguém que pode mudar no decorrer do tempo com a convivência e nossa própria mudança em relação ao mundo. Já preconceitos são difíceis de mudar, pois já vem com as “verdades” prontas, não há discussão. Enfim um rótulo, um carimbo, uma marca para todo o sempre. Saramago escreveu em O Evangelho segundo Jesus Cristo:”Toda condenação é eterna e nenhuma salvação suficiente”. Maus modos nunca mataram ninguém nem foi causa de revoluções. Dos preconceitos já não podemos dizer o mesmo. Como há inúmeras coisas no mundo que incomodam e é impossível excluí-las , o melhor é ser uma metamorfose ambulante….

    Abraços

  18. Connaisseur acidental Says:

    Um certo Dioniso seja lá quem for.
    (Eurípedes, As bacantes)

  19. Joaquim Says:

    Foi preciso que alguém viesse de longe e que não fosse um colega com sentimentos corporativos para descobrir que Atala é uma fraude.Os elogios que os chefes espanhóis lançam para o |Chefe Atala são elogios de hóspedes .Enquanto nossa mídia se curva diante do horror culinário ,Atala vai escapando e enganando os bobos.

  20. Joaquim Says:

    Alhos ,sobre o Figueira eu tenho um sentimento dúbio ,a carta de vinhos é ótima ,mas a comida vem há muito tempo perdendo a qualidade e mais ,tudo lá anda meio decaído ,precisando de uma reforma ,principalmente os uniformes dos garçons .

  21. Mario Says:

    Alô Manuela

    Para o Rodeio constar da sua lista de favoritos, sua última visita deve ter sido há séculos.O restaurante está decadente e cobrando absurdos para provavelmeente tentar equilbrar o rombo.O couvert antes famoso, está horrível e custa, pasmem, R$ 20,00 por pessoa.A carne nada mais é do que correta, que vc encontra em qualquer esquina.Fica minha sugestão de carne boa a preço justo , num lugar simples e sem frescura: Parrilla São José, que fica na Jaú com Bela Cintra.

  22. manuela Says:

    dms,
    nada contra moema , só de ser perto do parque ja a torna especial

    alhos,
    quais as exceçoes?

  23. alhos Says:

    Ricardo,
    tudo bem?
    Nenhum problema. Pelo contrário. Pessoalmente gostaria de ficar…
    Mas acho que a Manuela não falava de uma questão financeira, mas da ostentação e do deslumbramento – que podem acontecer com novos e velhos ricos, e até com novos e velhos pobres.
    Abraços!

    Connaisseur,
    esse Dionísio entendia de vinhos.
    Abraços!

    Joaquim,
    conforme já disse, discordo de sua avaliação sobre o Atala. Sempre comi bem no DOM, nunca tive qualquer motivo para reclamar do atendimento ou da qualidade do que me foi servido lá.
    A Figueira oscilou, sim. Por isso, inclusive, minha satisfação de encontrar tudo no prumo. Tomara que não tenho sido apenas sorte.
    Abraços!

    Mario,
    concordo: fui ao Rodeio recentemente e, de fato, achei que a casa decaiu.
    Abraços!

    Manuela,
    as exceções são o Frevo e o Rodeio, citado acima. Nas últimas vezes que fui a ambos as coisas não correram bem. A maior exceção, porém, é o Nello’s, onde vivi, uns anos atrás, a pior experiência de minha vida num restaurante. Voltei lá recentemente e comi corretamente, mas nada apaga o que aconteceu.
    Ao L’Aperô só fui uma vez e achei correto. Voltarei lá em breve.
    Dentre os demais, você cita dois que estão na minha lista de favoritos: Sal e Marcel.
    Abraços!

  24. manuela Says:

    ricardo reno,
    no brasil todos somos novos ricos e nao precisa ser rico para saber comer e beber, nem culto, o que nao pode ser é deslumbrado

    o rodeio utliza uma tatica pega-deslumbrado que era muito comum nos anos 80 e 90 ( o la tambouille era especialista ) : couvert farto ( existe algo mais cafona ? ) e serviço de tão exagerado chega a ser intimista
    o deslumbrado vai lá , se enche de pao de queijo e pate de tomate seco, fica com medo do sommelier e pede um vinho mais caro do que vale, enche a cara e nem percebe que a comida é ruim

    apesar disso eu coloquei o rodeio na minha lista porque gosto de almoçar la aos sabados ou domingo
    peço uma caipirinha, pulo o couvert e peço a picanha que com uma salada e um acompanhamento da para 4 , nem fica tao caro e dai a exigencia é menor
    depois vale a pena ficar vendo revista na lojinha do outro lado da rua, é um programa agradavel

    do nellos e do frevo eu falo depois

  25. manuela Says:

    alhos,
    querendo ou nao voces viraram criticos gastronomicos, e de primeira, dos poucos que eu respeito
    pelo o que o don cobra se nao comer bem lá chama a policia
    mas em um restaurante que o chef se compara a villa lobos nao basta comer bem
    comer bem eu tambem como no sujinho
    o don é um restaurante ok, nao mais do que isso
    na minha lista tem 5 que eu acho bem melhor que o don,
    os outros valem pelo custo beneficio
    mas tem 5 que poderiam cobrar a mesma coisa que o don e ganhariam de goleada
    nao da para ficar ouvindo o alex atala falar que ele é o villa lobos da gastronomia
    voces da critica precisam fazer alguma coisa

  26. alhos Says:

    Manuela,
    quais são os seus cinco?
    Mas discordamos (faz parte…) no que tange ao DOM. Gosto, gosto sim.
    Abraços!

  27. Ricardo Oliveira Says:

    Manuela,

    Escreva em um Blog, serei seu leitor!!!

    Abs.

  28. Mario Says:

    Manuela
    Para fazer o esquema que vc sugeriu n Rodeio, acho mais simples ir numa steak house de verdade e fazer uma refeiçao completa, sem ser assaltado.
    Deixe eu colocar minha colher no assunto DOM/Atala: A nossa mídia especializada precisava de um “”ferran” brazuca para ter assunto.Juntou a fome com a vontade de comer, pois o Alex é um marketeiro de primeira categoria.Hoje ele está blindado, e tem a mesma prerrogativa de um Airton Senna, guardadas as devidas proporçoes.Quem ousa falar mal de Senna?Mas na realidade é um charlatão gastronômico de quinta categoria.Porém fique tranquila Manuela: quando passar a moda da cozinha molecular, espumas, baixas temperaturas e outras esquisitices ( o que não demora muito), a mídia descarta o Atala, como laranja chupada.E o público até então fiel e baba-ovo vai atrás.

  29. manuela Says:

    alhos,
    o tamanho da critica é relaçao a pretensao do restaurante
    o chef do don se vende como villa lobos da gastronomia, isso tem que ser avaliado
    segue os cinco :

    marcel, due cuochi, sal, gulero e manaca

  30. Ju Tedesco Says:

    Realmente, os comentários da Manuela fizeram sucesso! Exceção feita ao que ela pensa do DOM e do Atala, concordo com o resto…ainda tem muita, mas muita gente por aqui que se preocupa muito mais em parecer gostar de comer bem do que realmente gostar de comer bem – uma pena!
    Da lista de restaurante dela também concordei quase 100%, tirando um ou dois lugares, mas fiquei mesmo feliz foi de ver o L’aperô na lista…leio bastante os chamados “blogs de gastronomia” por aí, e ainda não tinha visto ninguém falar o L’aperô, que com certeza não é um fenômeno, mas serve uma comida bem correta, bem francesa, e tem preços muito honestos. É aquilo que realmente podemos chamar de bistrô, sem as afetações normalmente presentes em outros ditos “bistrôs”, que estão longe de passar pra gente aquela sensação de…bom, de bistrô!
    Escrevi demais, desculpem!
    Abraços.

  31. alhos Says:

    Ricardo e Mario,
    obrigado pelos comentários.
    Abraços!

    Manuela,
    o Gulero é de Juquehy? Nunca fui.
    Abraços!

    Ju,
    concordo em nome, número e grau.
    E me penitencio por nunca ter falado do L’Aperô. Mas, se servir de desculpa, só fui uma vez…
    Abraços!

  32. Ju Tedesco Says:

    Ah, não, na verdade nem sei se merece assim um post assim só pra ele, porque, como eu disse, não é nenhuma coisa de outro mundo. Eu só acho que é um lugarzinho que vale a pena ir as vezes, pra comer uma comida honesta a um preço honesto, e (estou sendo repetitiva) sem afetação!

  33. alhos Says:

    Ju,
    mas essas casas é que precisam ser divulgadas.
    As que estão fora da mídia e que oferecem comida de boa qualidade a preço bom.
    Abraços!

  34. Gourmet Blasé Says:

    Grande Alhos!!!
    Me atendo unicamente ao assunto do post, a única vez que fui ao Figueira tive uma péssima experiência. A picanha estava horrível e a batata de acompanhamento, esturricada. Um couvert bem ok. O bufet de doces é bem legal, mas um convite a gulodice. A conta, muito salgada pelo que me foi oferecido. Um amigo meu já tinha me falado que o forte são os peixes, em especial o caixote de frutos do mar. Um dia, quem sabe, voltarei ao Figueira, que no meu caso, foi ela a mesmo a decepção!
    Abraços do Gourmet Blasé!

  35. Gourmet Blasé Says:

    Cara Manuela!
    Gostaria de invadir o espaço do Alhos (se ele me permitir, claro) e convidá-la a visitar meu blog. Terei o imenso prazer de receber sua visita e seus comentários em meus posts.
    Acredito que faltam alguns estabelecimentos importantes em sua lista, pois Amadeus, Fasano, Vecchio Torino e Tappo Trattoria são excepcionais, do MEU ponto de vista.
    Acho interessante você também montar um blog, pois é uma forma democrática e independente de expor seu ponto de vista. Resolvi fazer isso e abri meu próprio blog a 45 dias aproximadamente.
    E quanto ao conceito de novo rico, acho importante, quando temos a oportunidade de progredir na vida, de forma honesta, claro, começarmos a ter novas experiências, conhecermos outros lugares. Quem não nasceu em berço de ouro, como eu, sempre passará pela primeira visita ao Fasano, primeira viagem a Europa, primeira Dom Pérignon, etc… Sinto orgulho de saber que honrei os sacrifícios de meu pai, de família pobre de imigrantes italianos. Hoje quando o levo a um restaurante e posso pagar uma refeição de 4 dígitos, não me envergonho do ato e nem de não percenter a uma casta nobre de velhos ricos, como também, nem novo rico sou. Me considero apenas um consumidor consciente, comilão e que adora curtir os bons momentos da vida. Vou parar por aqui, pois se formos filosofar, o tempo e espaço serão diminutos!
    Abraços do Gourmet Blasé!

  36. alhos Says:

    Gourmet,
    tudo bem?
    Lamento que sua experiência na Figueira tenha sido ruim. Mas sugiro que, quando passar a má impressão, volte e tente de novo.
    Tenho lido seu blog com prazer. Prossiga!
    Abraços!

  37. Gourmet Blasé Says:

    Alhos,

    Voltarei em breve tirar a prova dos nove no Roux Bistrô e no A Figueira, sem preconceitos e espero eu, sem decepções!

    É gostoso ver como os blogs criaram um espaço aberto para expormos os diversos pontos de vista. Quando lembro que era fã de carteirinha do Guia do Josi Marmelo, vejo como era limitada e condicionada minha opinião.

    Gostar de um restaurante muitas vezes se torna algo subjetivo, ou como diz você: “Há controvérsias”. As vezes temos uma tendência de abstrair e mascarar alguns defeitos quando gostamos demais de algumas das qualidades. Outras vezes malhamos um leve deslize e esquecemos os pontos positivos. Deixamos de ser imparciais e nos tornamos passionais. Algum problema nisso? Acho que não, pois somos humanos.

    Adoro seu blog pela polidês, imparcialidade, isenção e romantismo na escrita dos posts e comentários. Parabéns!

    Abraços!

  38. manuela Says:

    gourmet blase

    acho que voce nao entendeu o que eu quis dizer com a expressao “novo rico”

    de qualquer maneira temos uma visao diferente: eu honro o sacrificio dos meus antepassados mostrando que sou maduro o suficiente para saber que nao é preciso gastar 4 digitos para comer bem e curtir os bons momentos da vida

  39. Gourmet Blasé Says:

    Olá Manuela,
    Precisar não precisamos, pois estando com as pessoas que amamos, até um pão com ovo tá valendo (se for com um pouquinho de trufas brancas, melhor ainda).
    Abraços!

  40. Cris Yang Says:

    Alhos, estou desapontadíssima!! Fui ontem ao Figueira,meu restaurante preferido, e muito diferente das vezes anteriores, o meu caixote marinho estava salgadíssimo!!! Mas pior do que isso, foi o serviço. Pedimos ostras, que demoraram a vir. Chegaram junto com os pratos principais, UMA HORA depois de feitos os pedidos!! Quase todas as bebidas da mesa tiveram de ser pedidas pelo menos uma segunda vez, pois demoraram demais a chegar. Lamentável! O que aconteceu como Figueira????

  41. alhos Says:

    Cris,
    lastimável – sobretudo se considerarmos os preços que a casa pratica e o padrão que devia ter.
    Minhas últimas visitas lá foram boas, como relatei no comentário. Achei, inclusive, que a casa tivesse superado os problemas de serviço que vinham ocorrendo – na Figueira, por minha experiência, até menos do que no Baby Beef. Parece que não.
    Abraços!

  42. Fantôme Says:

    A sugestão é que se visite o Figueira para apreciar apenas o que o restaurante tem de melhor, que é aquela enorme figueira na porta. E para comer uma boa carne, que se vá em outro lugar, uma churrascaria de bairro que seja.

  43. alhos Says:

    Fantôme,
    tudo bem?
    Respeito sua opinião, mas acho que há muitas outras coisas boas na Figueira.
    Abraços!


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