SPRW: La Brasserie, de Erick Jacquin

01/09/2009

 

Nenhuma dúvida de que a Restaurant Week começou bem para nós: o cardápio oferecido pela Brasserie, de Erick Jacquin, é honesto e correto.

Entrada (bisque de crustáceos) e sobremesa (crème brulée): deliciosas.

Dos pratos principais, o boeuf bourguignon estava carregado demais no vinho e no bacon, mas bem servido e saboroso.

O trio de peixes era composto por lâminas de salmão e linguado e um pedaço pequeno de robalo. Vinham na espuma de limão, acompanhados de legumes crocantes. Bons peixes – salmão e robalo, especialmente. O linguado passou um pouco e estava rijo. A espuma carecia da acidez esperada.

De qualquer forma, ambos valiam o que custavam.

A nota negativa ficou por conta do atrapalhadíssimo serviço (12% na nota). A brigada, talvez ampliada para o evento, corria meio desorientada pelo salão e se confundia. Os pratos chegavam expressamente e a refeição inteira, em três tempos, não demorou 40 minutos.

Dois errinhos bobos na cobrança da conta: pedi débito, fizeram crédito. Pedi nota paulista, o rapaz saiu correndo sem perguntar o cpf; falei com o maître, que anotou o número. Aguardamos mais um pouco e chegou a nota – sem o cpf.

Tudo é compreensível se considerarmos que se trata da primeira experiência da casa na RW e que a comida estava boa. Mas é estapafúrdio um atendimento assim num restaurante como a Brasserie.

Duas observações finais. O couvert (pão, manteiga, pasta de azeitona e muzzarela de búfala sobre tomate, por 10 reais) é agradável, mas não vale a pena. O café é Lavazza e, já por isso, não valeria a pena. Por seis reais, nem se fala.

Com couvert, café e duas águas, a conta fechou em 100 reais (duas pessoas).

La Brasserie de Erick Jacquin

Rua Bahia, 683, Higienópolis, SP

Tel.  11  3826 5409

Como chegar lá (Guia 4 Cantos): La Brasserie


11 Respostas to “SPRW: La Brasserie, de Erick Jacquin”

  1. Mario Netto ( ex-Mario) Says:

    Alhos
    Na minha modesta opinião, avaliando friamente o seu relato, acho que nã valeu a pena.

  2. alhos Says:

    Mario,
    acho que valeu, sim.
    A conta foi justa para a comida servida. Nem barato, nem caro. Se voltasse lá, evitaria o café e o couvert e pagaria algo em torno de 65 reais, preço melhor.
    Claro que nem se imagina que estejamos diante de uma mostra do trabalho do Jacquin, que é muito diferente e bem mais complexo.
    Mas saí com a sensação de que tinha valido a pena.
    Abraços!

  3. Cris Yang Says:

    Alhos, acabei de voltar do Porto Rubayat. Claro, a comida estava muito boa. Mas me chamou a atenção o truque certeiro : redirecionaram os funcionários do Figueira para as semanas do Restaurant Week. Eu, que já reclamei uma vez do serviço do Figueira, para dias depois voltar a elogiá-lo, achei muito interessante esse redirecionamento. Mostra respeito ao cliente, tanto o que paga o valor normal do prato, quanto o que vai experimentar na Restaurant Week.

  4. eduluz Says:

    Estou com o Mário! Continuo achando que a RW é uma oportunidade perdida pelos donos de restaurante de mostrar todo o potencial que eles tem e consequentemente, espalhar uma série de comentários positivos que acredito ser o objetivo final..
    Não consigo pensar que o Jacquin não planejou que o La Brasserie encheria. Cadê a lógica e a logística ?
    Continuo como um jacaré na beira da lagoa (só vendo!!) e ainda acho que vou somente no Marcel !!
    Abs.

  5. alhos Says:

    Cris,
    obrigado pelas informações do Porto Rubayat. Tomara consigam manter o padrão até o fim. E, dentre todas as propostas, a deles é, sem dúvida, a mais interessante e atraente para os clientes.
    Abraços!

    Edu,
    acho que muitos restaurantes ainda não conseguiram se adequar à proposta da RW. Ou não querem.
    De qualquer forma, é importante que restaurantes como a Brasserie e o Antiquarius participem do evento. E sem dúvida seria melhor se eles mantivessem, no menu da RW, o padrão do cardápio normal – é isso que casas como o Marcel, o AK ou o Julia fazem. O caso do Porto Rubayat, citado acima, é outra demonstração de respeito, desde a proposta de oferecer o bufê pelo preço da RW.
    Uma observação, porém: em nenhum momento, no período em que almocei (das 12h55 às 13h30), o restaurante esteve lotado. Sempre havia duas ou três mesas livres. Até pelo ritmo frenético em que a refeição era servida, as mesas esvaziavam rapidamente.
    Abraços!


  6. Caro,

    salmão é um peixe doente, que acho melhor não se comer. Ao menos como protesto ambientalista. Nessa RW fui ao Aji. Bem bom.
    Abraços

  7. alhos Says:

    Carlos,
    tudo bem?
    Pois é… Normalmente não como. Mas confesso que este estava especialmente gostoso.
    Bom saber que o Aji estava bom. Ainda não conheço. Preciso ir lá.
    Abraços!

  8. Cristina Gu Says:

    Concordo em tudo com relação ao Le Brasserie.
    Comida ótima(exceto pelo boeuf carregado de vinho, mesmo), couvert totalmente dispensável e funcionários extremamente atrapalhados.
    Triste mesmo foi o creme brulée ter acabado bem na minha vez.

  9. alhos Says:

    Puxa, Cristina.
    A crème brulée estava bem boa. O que serviram?
    Abraços!

  10. Cristina Gu Says:

    Serviram brownie com cobertura de mousse de chocolate!

  11. alhos Says:

    Esquisito…
    Lamento, Cristina.
    Abraços!


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