Relatos edificantes

03/11/2009

 

Quando se vai muito a restaurante, coleciona-se um bom número de histórias sobre pequenos deslizes, médias grosserias e grandes equívocos.

São de diferentes espécies.

Há os casos risíveis: por exemplo, o do garçom que instruiu minha mulher sobre como pedir água ou do que quis se certificar se o café estava mesmo gelado.

Há os que nos deixam profundamente irritados, como ser ultrapassados numa fila de espera por alguém com evidentes laços de amizade com a casa.

E há os que mostram negligência pura e simples com clientes que não chamam atenção e que, aos olhos da equipe de garçons, parecem não interessar à casa.

Abaixo, alguns desses casos.

Todos ocorreram nas duas últimas semanas e são histórias, digamos, edificantes.

Todos ajudam a lembrar que o bom restaurante não se resume à comida: ele começa no telefonema da reserva e termina na hora em que o cliente recebe o carro de volta (isso, claro, quando não há rescaldo posterior da comida).

Todos também dão conta de como muitas casas aprenderam a cobrar caro, mas não a tratar bem os comensais. Em bom português: a respeitá-los.

A eterna espera

Chegamos ao Garcia & Rodrigues ao meio-dia e meia de um domingo. Queríamos comer algo rápido, até porque nosso avião nos esperava. Todas as mesas ocupadas. O rapaz da porta nos avisa: “só um minuto, a próxima é de vocês e já há uma mesa liberando.” Ótimo.

Atrás de nós, começa a crescer a fila de espera. Dez minutos depois, o rapaz chama um grupo de quatro pessoas e as encaminha para uma mesa no piso superior.

Um pouco espantados, nos dirigimos a ele e perguntamos: por que não nós? A resposta é cândida: “vocês são três e a mesa é de quatro”.

Insistimos um pouco sobre a sutil diferença espacial entre três e quatro, aparentemente ignorantes de que há quatro consumidores numa mesa de quatro e apenas três, na de três.

Mais cinco minutos se passam. Uma mesa de dois lugares é liberada. Aguardamos ansiosos a limpeza e a chamada de nosso nome.

Nesse momento duas moças entram no restaurante, atravessam toda a fila, cumprimentam o rapaz da porta pelo nome e ele, que também sabe o nome delas, as leva à nova mesa vaga.

Já irritados, voltamos a perguntar sobre nossa suposta precedência e ouvimos explicação categórica: “elas já tinham vindo antes e não encontraram mesa. Saíram e agora voltaram.”

Nos olhamos perplexos e cogitamos ir embora. Mas isso implicaria iniciar nova espera, etc. E tínhamos o avião…

Mais cinco minutos (vinte no total), vaga uma mesa de quatro pessoas. O rapaz da lista percorre a fila com o olhar, hesitante.

À beira de um ataque de nervos, olhamos duro para ele e — vejam só que sujeito gentil — ganhamos a mesa.

Mesa para três

Às vezes tenho a impressão que alguns restaurantes simplesmente gostariam de proibir a ocupação de mesas em número ímpar. No nosso caso, o incômodo que provocamos é ainda maior, uma vez que o “terceiro elemento” é uma criança, que, aos olhos de muitos garçons, cria sempre a expectativa de problemas.

Havíamos feito reserva para o Due Cuochi Cucina há dez dias, com a paciência de Jó de ouvir a voz sempre áspera da atendente, que parece fazer um favor ao cliente por reservar mesa.

Fomos os primeiros a entrar no restaurante, no horário da abertura noturna, e nos encaminharam para uma mesa de dois, espremida entre a parede e outras duas mesas.

Até tentamos nos acomodar, mas era complicado. Uns vinte minutos depois, e logo que conseguimos chamar a atenção de algum garçom, minha mulher, moça de funda esperança, perguntou a ele se não poderíamos passar para mesa maior, em que… coubéssemos (a ocupação da casa, nesse momento, era de cerca de 40%).

Ouvimos um rotundo não, seguido de explicação: “Aquelas mesas são para quatro e agora estão vazias, mas daqui a pouco, a senhora vai ver, fica tudo lotado.”

Fazer o quê? Comemos lá, tentando enxergar em meio à obscuridade, com o caminhão de lixo fazendo barulho ao lado e dando cotoveladas uns nos outros. Sem contar o imenso prazer de ouvir as conversas das mesas vizinhas (relatos de viagens, vejam que interessante!).

Desconfortáveis, apressamos nossa refeição e saímos de lá assim que deu, uma hora depois.

A casa tinha, nessa altura, ocupação de 70% e as mesas “para quatro pessoas” (e não três) continuavam vazias.

Um educador

Num país em que a educação anda tão em baixa, é bom encontrar pessoas dispostas a ensinar aos ignorantes.

Num almoço no Dalva & Dito, minha mulher e eu pedimos “uma água sem gelo e sem gás e uma com gelo e com gás”.

Minutos depois, chegam as águas. Uma sem gelo e sem gás. A metade da outra (com gelo e com gás) é despejada num copo cheio de pedras de gelo.

Minha mulher percebe e fala ao garçom: por favor, eu não quero gelo no copo.

E ouve a importante instrução, dita em tom duro, de evidente autoridade: “Então, a senhora tinha que ter pedido ‘água gelada’, e não ‘com gelo’. ‘Com gelo’ é assim.”

Evidentemente contrafeito, afasta o copo e pega outro, onde derrama o resto da garrafa.

A primeira metade da garrafa não foi reposta e dali a pouco tivemos que pedir outra. Mas desta vez acertamos no pedido.

Professor rigoroso e de uma tradição mais antiga e ríspida de docência, o garçom conseguiu nos ensinar a pedir água. Tanto que, daí para frente, sempre pedimos “água gelada” quando queremos apenas água com gelo.

Confirmação

Fim de uma boa refeição no Kinoshita, nosso café demora e chega gelado à mesa. Engolimos.

Na hora de pagar a conta, comentamos o fato com o garçom. Ele lamenta e, em seguida, pergunta: “Mas vocês têm certeza de que estava mesmo frio?”

Refletimos com calma, analisamos, abalizamos, pesamos, sopesamos e concluímos: sim, estava.

Gentilmente, ele nos trouxe outros.

Pólo norte ruidoso

Deve ser carma. Não pode ser outra coisa. Há casas que só colhem elogios e onde nunca conseguimos fazer uma refeição sem enfrentar problemas sérios.

Fomos conhecer o Le Marais, irmão francês e quase vizinho do Due Cuochi. O sistema de reserva dos dois é semelhante: você espera na linha por cinco minutos, escutando musiquinha chata, explica a três pessoas o que quer e, finalmente, ouve a voz tolerante de quem vai, vá lá!, aceitar sua reserva para dali a duas semanas.

Chegamos e a casa estava vazia. Minutos depois, outro casal. Ar geladíssimo e música altíssima.

Escolhemos os pratos e pedimos ao maître, com gentileza, se seria possível abaixar um pouco o som e descongelar um pouco o salão. A resposta é gentil: “Claro, claro.”

Em seguida, ele vira as costas, dá dois passos e, sem ter feito qualquer das duas coisas, se planta ao lado da porta de entrada e não olha mais para nossa mesa.

Punidos pela audácia de semelhante pedido, nos conformamos. Minha mulher enrola uma malha no pescoço. Uma pena que o prato não tivesse salsinha para colocar no ouvido, no estilo Asterix.

Ao sairmos de lá, o mais rápido possível, celebramos deixar o continente ártico e poder ouvir o silêncio das ruas de São Paulo. Sim, elas nos pareceram incrivelmente silenciosas.


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33 Respostas to “Relatos edificantes”

  1. Adrina Says:

    Mas, um detalhe faltou no seu relato: as contas vieram cobradas de forma integral ou veio algum desconto pelos erros crassos? Ainda que me sobre ilusão, tenho quase certeza de que a resposta é a primeira opção.

  2. Carlos Says:

    Alhos,

    Respeito muito seus comentários. Acho sempre muito honestos, ponderados e fundamentados.
    Nesse caso são todas casas com nome, badaladas e já reconhecidas. Talvez por isso todo esse descaso com o cliente(o que obviamente não justifica).
    Seria muito interessante um post inverso, falando de alguns lugares e exemplos de bom atendimento, atenção e respeito total para com o cliente.

    Abraço

  3. alhos Says:

    Adrina,
    tudo bem?
    Não, nenhuma alteração nas contas. Nem quando, em um deles, observamos que o prato estava incomível (conto esta história depois…). Tudo cobrado integralmente.
    Mas nem por isso perca suas ilusões…
    Abraços!

    Carlos,
    obrigado.

    Parte dessas aflições você acompanhou pelo twitter.

    Não apareceu nenhuma história do Maní neste post (para citar uma casa que atualmente tem muito prestígio), mas já tive problemas sérios lá. O episódio que relatei no texto do debate dos blogs (do jantar a seco enquanto a mesa ao lado, de uma modelo & atriz, era cercada por três garçons) ocorreu lá.

    O caso do Due Cuochi, como já conversamos, para mim é um carma: nunca consegui completar uma refeição lá sem problemas. Acredito que só possa ser coincidência e azar, uma vez que a casa é muito respeitada. Idem para o Pasquale e o La Frontera, que já citei mais de uma vez aqui no blog. Recentemente tive uma péssima experiência no Vito, outra casa premiada.

    Normalmente evito fazer esse tipo de comentário: prefiro calar a falar mal. Mas chega uma hora que cansa. A acintosa displicência do maître do Le Marais foi, para mim, a gota d’água. Daí ter resolvido publicar. Na mesma visita, pedimos a carta de vinho e ela não veio. Quando trouxeram os pratos perguntaram se não queríamos um vinho… Na mesa ao lado, as entradas demoraram 45 minutos. Quando a mesa reclamou e ameaçou cancelar o pedido, três garçons vieram correndo com os pratos deles. Enfim, uma comédia de erros que custou caro.

    A princípio, acho que o bom atendimento devia ser obrigação, ainda mais em casas com preços altos como as citadas. Mas prometo que vou pensar seriamente no caso de um post que destaque qualidades do serviço. rs Exemplos não faltam: Fasano, Parigi, D.O.M., Sal, Osório, Sinhá, Marcel, AK, Ici me ocorrem imediatamente. Certamente há outros. O serviço da Tappo, para mim, é quase incomparável na qualidade e na serena informalidade.

    Abraços!

  4. Maria Says:

    Alhos, adorei as histórias. No que diz respeito a depoimentos públicos também prefiro na maioria das vezes calar a falar mal; gosto mesmo é de elogiar. Mas quando essas experiências são expostas de maneira tão leve e bem escrita, como você fez, tornam-se uma boa crítica construtiva.

    Parabéns pelo blog.

  5. Carlos Says:

    Alhos,

    Entendo e divido com vc algumas das indignações. Acho que o mínimo que qualquer casa deva oferecer seja serviço igual a todos, afinal, o preço da comida é igual para todos não é mesmo?
    Acho que erros acontecem em qualquer lugar mas repetidas vezes já não pode mais ser coincidência ou acaso. Enfim, acho que dessas que vc citou talvez em uma ou outra eu não tenha o mesmo problema por já ser conhecido o que não justifica tratamento diferente, concordoo com vc.
    Serviço é algo controverso. Já foi a Buenos Aires? Já viu como é o serviço lá? Diria que aqui em SP é um paraíso se compararmos. Enfim, não tento aqui defender ninguem nem justificar nada mas tudo pode ser medido e julgado de diferentes formas,é complicado.

    Parabens pelos seus post e por sua posição. Admiro e respeito de verdade.

    Abraço!

  6. alhos Says:

    Maria,
    obrigado por seu comentário e, sobretudo, pela leitura
    Abraços!

    Carlos,
    tudo bem?
    Não precisa chegar a Buenos Aires, não. Muitos problemas moram bem mais perto, a cinqüenta ou cem quilômetros de SP. rs.
    E sim: trabalhei alguns períodos por lá e sei como é a coisa.
    Idem para muitos restaurantes europeus, de feição familiar. A diferença, nesse caso, começa no estilo da casa e no que ela oferece.
    E seguimos nas conversas: só se ganha na diferença, não é?
    Abraços!

  7. Carlos Says:

    A diferença no caso é vc virar conhecido da casa e assim ter um tratamento ‘especial’.
    Não acho que seja o correto mas é como as coisas funcionam por aqui e acho muito difícil que mudem. Talvez seja algo cultural.
    Admirável a sua iniciativa e capacidade de ser e mais ainda conseguir se manter anonimo. Não sei se eu conseguiria, deve ser bastante difícil.

    Abraço!

  8. kaki Says:

    Alhos,
    acho que vale relatar sim, mesmo quando a critica é negativa, pois só assim o publico através de seus leitores fica sabendo o que se passa.
    Seria realmente proveitoso se essas criticas pudessem chegar aos proprietários dos restaurantes mencionados, mas acho que isso , infelizmente fica impossivel de apurar.
    E aproveitando que o assunto foi mencionado,
    também costumo frequentar restautantes com meu filho e gostaria de te sugerir que fizesse um apanhado dos vários tratamentos que as crianças recebem nesses lugares.
    No meu caso entre tantas outras,já precisei me indispor com garçons e maitre que insistiam em oferecer menus infantis a meu filho quando ele queria mesmo era comer um risoto de codornas…
    Abraço

  9. alhos Says:

    Carlos,
    ao contrário: é bem mais fácil. Principalmente quando se é meio bicho-do-mato.
    Abraços!

    Kaki,
    os menus infantis são terríveis.
    Boa idéia. Precisaria fazer um levantamento das casas kids friendly… Aceito ajudas e sugestões…
    Abraços!

  10. Klaus Weiss Says:

    Alhos,

    Se já é dureza enfrentar péssimo atendimento em SP, onde a concorrência entre as casas é cruel, imagine aqui em Florianópolis. É difícil ser bem atendido em 8 a cada 10 restaurantes. Alguma coisa sempre dá errado.
    E olha que cobram o mesmo ou mais que grandes casas de SP.
    O padrão aqui é reclamar de péssimo atendimento ou péssima comida e ter de explicar 100% dos problemas para umas quatro ou cinco pessoas diferentes, até que decidam que você é que está errado. Conta integral sempre.
    Grande abraço e sucesso!

  11. alhos Says:

    Klaus,
    tudo bem?
    Obrigado!
    Faz uns quatro anos que não vou a Florianópolis, mas guardo a lembrança do “prato do pescador” e, sobretudo, da melhor paleta de cordeiro que já comi: no Lo Stivale, em Ponta das Canas.
    Abraços!

  12. cris couto Says:

    Alhos,
    Adorei seus comentários. Quase coloquei um, dias atrás, sobre “sugestão do chef”: aquele prato “especial”, que não está no cardápio, e que de especial só tem o preço. Mas, como você, prefiro deixar passar até… que chegue a hora do basta.
    abraços,

  13. alhos Says:

    Cris,
    tudo bem?
    Especiais são um perigo… rs.
    Abraços!

  14. Paulo de Barros Says:

    Alhos,vamos la.
    1- infelizmente na rua do due cuochi so pode entra caminhao de lixo ate as 8 hs da manha ou apartir das 19 hs, fazemos 2 coletas diarias no periodo da manha e a noite, para nos seria bem melhor se tivesse o horario da tarde.
    2- Realmente as mesas do due cuochi sao apertadas, concordo com vc, mas a proposta e esta, o servico geralmente e atencioso mesmo com o restaurante abarrotado, mas no seu caso vc chegou cedo e o restaurante nao estava cheio, nao deveria ser displicente, estamos de olho para sempre estar melhorando.
    3- Apesar dos dues ( itaim e cidade jardim ) e do Le Marais estarem sempre cheios, nos entendemos que temos que prestar um servico de qualidade e boa comida a precos razoaveis, sempre orientamos nossos funcionarios a serem humildes e eficientes que e o reflexo principalmente da minha personalidade, a batalha o dia a dia o ano todo nao descanso tentando botar na cabeca de todos os funcionarios o quanto e importante essas atitudes.
    Levo suas criticas comigo e agradeco, estou sempre atento para que possamos evoluir num caminho de trabalho e dedicacao.
    abs
    Paulo Barroso de Barros

  15. alhos Says:

    Paulo,
    obrigado por seus esclarecimentos.
    Infelizmente não posso dizer que tenha tido boas experiências no Due Cuochi, a começar pelo atendimento na hora da reserva. Sinceramente? Sinto-me como se estivesse fazendo reserva no Mugaritz ou no Bulli. Já desisti muitas vezes de ir por conta disso.
    Nas avaliações para o prêmio, uma coincidência ruim fez com que fosse mal atendido tanto no DCC quanto no Marais. Já a comida variou: gostei dos pratos do Marais (além da alcatra, comemos também o pargo) e da excelente massa recheada de burrata do DCC. O normalmente bom cordeiro veio, porém, com uma quantidade absurda de sal (notificamos ao garçom na hora em que saímos do restaurante).
    No conjunto: não tenho dúvida das dificuldades que qualquer casa enfrenta no quotidiano, principalmente no treinamento de pessoal. Continuarei freqüentando as três casas e sempre na expectativa de comer bem e agradavelmente.
    Abraços!

  16. Fabio Says:

    Desculpe-me alhos mas eu também entendo água com gelo como sendo um copo de água com gelo. Afinal gelo normalmente não é a pedra de água congelada? E água gelada é simplesmente a garrafa que ficou na geladeira para gelar.

  17. alhos Says:

    Fabio,
    tudo bem?
    Pode ser que, no uso diário, tenha havido uma diferenciação. Gramaticalmente, o adjetivo e a locução adjetiva significam a mesma coisa. De qualquer forma, é gozado que o garçom fique bravo.
    Abraços!

  18. Patricia Lopes Says:

    Notei que o problema sempre foi o servico. Vc paga os 10% (ou equivalente) em casos como esses?

  19. alhos Says:

    Patricia,
    tudo bem?
    Sempre pago.
    Até porque não pagar implicaria justificar, perante o garçom ou maitre, o motivo da recusa. Anteontem fiz isso, aqui em Londres, no restaurante da National Gallery. Mas em São Paulo prefiro passar despercebido.
    Abraços!

  20. wair Says:

    Fabio, experimente fazer uma reserva para UMA pessoa – e escutar o silêncio do outro lado da linha…dá quase para ouvir “Gente, tem um coitado solitário querendo comer aqui!”. E, se porventura o ousado comensal arriscar ir ao restaurante sem reserva, vai literalmente esperar – e muito. Exceções à regra?Jun, onde se come sozinho divinamente, sem problemas,com reservas ou com encaixe.Gero e Parigi tb. E a mania de colocar o solitário em um lugar escondido? Como viajo muito a trabalho, resolvi não me privar de excelentes refeições onde quer que esteja. E raramente tive problemas, ou com a escolha da mesa ou com atendimento. Mas aqui é meio difícil…

  21. alhos Says:

    Wair,
    é verdade: as casas paulistanas não estão habituadas a receber pessoas sozinhas.
    Os números ímpares às vezes também incomodam. Normalmente saio com minha mulher e filha, três pessoas, sendo uma criança. Para vários restaurantes, isso significa que devemos ficar numa mesa para dois, apertadinhos. Pasquale e Due Cuochi são campeões na categoria “vamos confinar os três”.
    Abraços!

  22. Sergio S. Says:

    Essa história, só para fazer o link com o meu comentário no post de carnes, foi justamente o que provocou meu problema no Varanda. Cheguei sozinho para comer e fui não só ignorado, mas mal tratado pelo dono. O coitado do garçom que estava tentando dar um jeito para me acomodar (eram 11h58!!) nem soube onde enfiar a cara, coitado…
    E número ímpar é sempre algo mais complexo. 5 às vezes é ok, mas 3… imagino o que vc deve sofrer, alhos…
    Abs

  23. alhos Says:

    Sergio,
    tudo bem?
    Uma tristeza o episódio.
    Na maioria das vezes não tenho problemas. De vez em quando é que as coisas se complicam por ‘sermos ímpares’. E acho que o fato de o ‘terceiro elemento’ ser uma criança pode complicar. Mas seguimos…
    Abraços!

  24. tadzio Says:

    reserva para 4 e ao chegar diz que o 4º já ta chegando… huauauauhauahuahuah

  25. alhos Says:

    Tadzio,
    boa ideia… rs
    Abraços!

  26. tadzio Says:

    Crianças quando não ficam bem acomodadas em restaurante costumam pasear nos pés de garçons carregados com pratos e bandeijas e ai mora o super perigo, sem falar na falta de paciência se a comida demora então é aquilo…
    Na minha família éramos 4 filhos em escadinha no restaurante comiamos comida de adulto e sempre fomos muito bem tratados em restaurantes então a mesa era sempre para¨6 algumas vezes ficavamos só as crianças e era tri bom.
    Mas isso foi nos 80’s e inicio dos 90’s sabe como é.
    Abs tádzio

  27. alhos Says:

    Tadzio,
    tudo bem?
    Minha filha sempre foi muito comportada em restaurantes. E também sempre foi bem tratada neles, aqui no Brasil ou no exterior – exceção feita, obviamente, aos restaurantes parisienses, que normalmente fazem cara feia quando entramos. E, na saída, vêm elogiá-la.
    Claro que há criança que atrapalha o serviço. Mas confesso que só bem raramente vejo isso acontecer; no geral, vejo crianças sentadas às mesas ou nos arredores, sem interferir na circulação geral de pessoas e comidas.
    Creio que a restrição que funcionários de alguns (poucos, diga-se de passagem) restaurantes paulistanos fazem à presença de crianças derive do menor consumo que ela inevitavelmente trará (pratos reduzidos, divididos, etc.).
    Abraços!

  28. tadzio Says:

    Sou defensor de uma “culturização gastrônomica” para crianças desde a tenra idade, pois é sacal criança que não gosta disso ou daquilo e faz cara feia para tudo que é comida. Tenho um exemplo em casa, meu enteado é um desafio constante para comer, ele detecta cebola em micho cubos com visão de raio-x digna do super homem, mas tenho conseguido alguns sucesso desde que começamos a nos relacionar. Criança criada com ajuda da avó é problema na certa…
    Desculpa o discurso mas é bom falar com pessoas que tem assuntos em comum.
    Abração tádzio

  29. alhos Says:

    Tadzio,
    tudo bem?
    Pode escrever à vontade.
    Tomara, tomara!, que as pessoas (crianças & adultos) cada vez comam mais coisas, evitem preconceitos e restrições.
    Abraços!

  30. Bruno Says:

    Água com gelo jamais significou outra coisa que não água derramada sobre pedras de gelo. Um é substantivo e não locução adjetiva, o outro é adjetivo. Neste contexto entendo a irritação do garçom, embora não concorde com a atitude.

  31. alhos Says:

    Bruno,
    obrigado por seu comentário.
    Mas a questão obviamente não é linguística.
    Abraços!

  32. Nuriene Says:

    Gostaria do endereço de email para que pudesse enviar sugestões de lugares.

    Att
    Nuriene

  33. alhos Says:

    Nuriene,
    tudo bem?
    Se quiser mandar sugestões, pode escrever para alhospassas@uol.com.br
    Só lhe peço que não me envie material de divulgação de assessoria de imprensa. Entre outras coisas porque não sou profissional da área, guio-me exclusivamente pelo prazer de comer e não sigo os informes oficiais das casas.
    Abraços!


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