Público & privado

24/02/2010

 

Uma e meia da tarde, Praça Vilaboim.

Minha filha e eu iniciamos a travessia pela faixa de pedestres, farol aberto para nós.

Eis que o manobrista do Aoyama arranca e cruza o farol vermelho centímetros à nossa frente. Assustamos, respiramos fundo e reiniciamos a travessia.

Depois de uma rápida olhada na banca, esperamos o farol abrir para atravessar de volta.

Quando estamos na metade da travessia, outro manobrista do mesmo restaurante chega velozmente e estaciona exatamente em cima da faixa. Contornamos o carro para chegar à calçada.

Não resisto e me dirijo à hostess do restaurante, parada à porta. Explico tudo e lembro que colocar transeuntes em risco não é bom para a imagem da casa.

Ela me ouve e diz que devo falar com o responsável pelo serviço, um senhor de terno, parado na calçada. Falo com ele, que me atende de maneira gentil, desculpa-se e avisa que “informará ao patrão”.

Despeço-me e sigo meu caminho enquanto ele orienta o próximo carro a estacionar. Em cima da faixa de pedestres.

Claro que não são só os manobristas do Aoyama que usam a Vilaboim como se fosse garagem privada, sem apreço público e ao público. E nem é só lá que isso acontece.

Mas desta vez foi.


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14 Respostas to “Público & privado”

  1. Carlos Says:

    Praça da minha infância, com a Musical Box e o Barcelona.
    Tá estragada faz tempo, infelizmente!

  2. alhos Says:

    Carlos,
    uma pena mesmo.
    A Musical Box declinou e o panorama gastronômico da praça é precário.
    Abraços!

  3. eduluz Says:

    Alhos, foi lá e no pretenso serviço de estacionamento que surrupiaram o meu new Civic!!
    Não volto nunca mais.
    Abs

  4. kaki Says:

    Alhos
    Manobristas e serviços de vallet…essa é uma velha questão,não apenas no que diz respeito ao preço exorbitante cobrado mas tb no quesito educação.
    Não concerne diretamente à qualidade da comida servida mas acrescenta ou tira pontos do conjunto do estabelecimento.
    Recentemente caminhando pela Barão de Capanema com um grupo, quase fomos atropelados por um manobrista do Santo Grão que vinha em alta velcidade pela ruinha estreita e deu uma freada brusca ao nos ver, tendo ainda a petulância de reclamar apenas porque estávamos atravessando a rua.
    Ao ver nossa manifesta indignação, ainda exibiu gestos não mencionáveis!
    Poucos dias depois presenciei quase no mesmo local uma discussão entre um motorista que queria apenas passar, uma pedestre que atravessava a rua e os manobristas do Charlô e do Dalva e Dito, que numa disputa por uma vaga(em local proiibido naturalmente )ignoravam todo o resto à sua volta.
    Infelizmente os restaurantes alegam que o serviço é terceirizado blá blá blá e confesso que causa desanimo até comentar nos blogs, será que isso chega aos ouvidos que reamente podem interferir?

  5. alhos Says:

    Edu,
    que horror!
    Espero que, pelo menos, tenham pago. Pagaram?
    Abraços!

    Kaki,
    tudo bem?
    Concordo integralmente. O serviço é quase sempre ruim e caro.
    Muitos restaurantes alegam não ter responsabilidade sobre o serviço, mas foram eles que efetivamente o contrataram. E, sem dúvida, a imagem da casa fica muito arranhada quando o trabalho dos manobristas é mal feito.
    Seria preciso uma regulamentação mais rigorosa do setor e uma controle grande pelos estabelecimentos. Será possível?
    Abraços!

  6. eduluz Says:

    Alhos, foi um sufoco, quase dois meses, mas a seguradora do estacionamento pagou.
    O estranho é que o carro simplesmente sumiu. Fomos ao Arabia Express num jantar sobre vinhos e na saída, ao pedir pro buscarem o carro: cadê?
    Conselho pra todo mundo. Pegue o comprovante do valet e não dê pro manobrista. Fique com ele pois é o único comprovante que você tem.
    Abs.

  7. alhos Says:

    Edu,
    imagino a tensão. E anotado o conselho.
    Para ser somado ao clássico: só se deve usar o serviço de manobristas quando não houver outra saída.
    Abraços!

  8. Semiramis Says:

    Manobristas são muito abusados… que absurdo…

  9. Leticia Z Says:

    Eu não costumo usar o serviço de vallets, e assim não incorporo esse quesito na avaliação de uma casa. Mas, como transeunte e motorista de um carrinho bem simples, sofro muito com a sua má educação.

    Mesmo assim, sinceramente me questiono se a imagem dos estabelecimentos sai prejudicada pelos vallets. Alguém vai realmente deixar de frequentar o Dalva e Ditto, ou fazer uma avaliação mais negativa da casa, por causa dos vallets.

    E será que o mau comportamento dos vallets também não passa pelo mau comportamento dos que utilizam o serviço, que exigem na entrega dos carros uma rapidez inverossímel para bairros onde não existe estacionamento próximo e para horários em que as vias estão congestionadas?

    De maneira nenhuma estou encontrando desculpas para a má educação dos motoristas, e dos gerentes desses serviços, mas acho que é mais um problema a ser pensado globalmente, considerando uma certa questão de “consumo consciente”.

  10. alhos Says:

    Semiramis,
    muito mesmo.
    Abraços!

    Leticia,
    tudo bem?
    Concordo que há falta de educação generalizada (prestadores de serviço, clientes). A reclamação, no caso, é quanto ao mau serviço prestado (imprudência ao volante, carro estacionado na rua, preços absurdos, etc.).
    Também não sei quanto da imagem dos restaurantes é prejudicada pela má atuação do serviço de manobristas. O nome que aparece em cena, sempre que há uma reclamação, é o do restaurante; ninguém menciona a empresa de manobrista x ou y. Acho que algum peso isso tem na hora de optar entre um lugar ou outro.
    Abraços!

  11. Guilherme Says:

    Alguns amigos meus até me enchem o saco, sugerindo que eu sou um grande de um sovina por me negar a utilizar vallets, mas eu defendo minha causa com afinco:

    1) O preço é absurdo;
    2) O serviço é péssimo;
    3) Para parar na rua, pode deixar que eu mesmo estaciono! Economizo R$15,00 reais e ainda fico com a chave;
    4) Gosto do meu carro, ao contrário do perfil médio dos manobristas, que dirigem o carro como se fugissem de um ataque terrorista no meio do filme Black Hawk Down!

    Ah, e também não dou gorjeta para flanelinha!!! ODEIO ESSES CARAS, ainda mais do que odeio vallets!

    Abraços!

  12. alhos Says:

    Guilherme,
    tudo bem?
    Pois é, uma tristeza o que muitos dos manobristas fazem.
    Para ter uma ideia: hoje, domingo, 14h15 da tarde, tentei passar pela Alameda Tietê. Os manobristas da Lanchonete de Cidade haviam bloqueado o quarteirão. Recebiam carros nas duas pistas e deixavam parados lá. Buzinas, um sujeito irritado, gritando. Uma ambulância tentou entrar na rua, percebeu a confusão, deu ré e voltou para a Augusta. Enquanto uma fila de carros esperava, os manobristas riam e, ocasionalmente, xingavam os motoristas que reclamavam. Um horror.
    Abraços!

  13. ana Says:

    Não adianta o restaurante oferecer boa comida e atendimento se o serviço de manobristas é negligenciado.Hoje ,2 /9,aproximadamente às 21,45 hs um funcionário do serviço de manobristas , oferecido pelo restaurante Zucco,da Rua Haddock Lobo, dirigia um Audi novíssimo,em zigue zague e alta velocidade, na Alameda Lorena ,e ,por questão de milímetros não bateu na traseira de nosso carro ,que estava parado no farol.Fizemos questão de deixa-lo nos ultrapassar e ver para onde ele se dirigia.O carro foi entregue para um inocente casal na porta do restaurante.Esse assunto é antigo ,mas continua sem solução.MUITO CUIDADO ao deixar seu carro com um manobrista.A maioria é destreinada e irresponsável ! E a responsabilidade é do restaurante que os contrata,sem dúvida!

  14. alhos Says:

    Ana,
    tudo bem?
    Lamento muito.
    É inevitável: os serviços de manobrista são terceirizados, mas a imagem que está sempre em jogo é a do restaurante.
    De qualquer forma, se ainda não fez, sugiro que relate ao restaurante o que ocorreu.
    Recentemente tive problema sério com os manobristas do Tordesilhas, entrei na casa e falei com o maître. No mínimo, o restaurante tem que saber o que seus “representantes indiretos” estão fazendo pelas ruas.
    Abraços!


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