De bom humor

19/02/2012

 

Ultimamente as hamburguerias —nome estranho, convenhamos— proliferam por São Paulo. Boas ou ruins, sofisticadas ou banais.

 

E eu gosto de hambúrguer. Tanto o bacana, com carne especial e cheio de bossa, quanto o mais óbvio, na chapa, com alface e tomate. Só imponho uma condição: que seja bom e valha o que custa. Dos nove aos quarenta reais, tem que valer.

 

Dos da chapa, no velho estilo, meu favorito é o do Hobby da Cardoso de Almeida. Para os mais elaborados, recorro a três lugares, exatamente nessa ordem: 210 Diner, St. Louis e Ritz. Experiências em outras partes nem sempre foram bem sucedidas.

 

No meio de tanto hambúrguer e de tanta hamburgueria —sim, o nome é estranho, por mais que tenha virado moda o uso desse sufixo para tudo—, resolvi finalmente conhecer uma que não é nova, mas aonde, sei lá por quê, nunca tinha ido: a Hamburgueria Nacional.

 

Oito e meia da noite de um sábado e um dos dois amplos salões já estava quase todo ocupado. Meia hora depois, o outro também ficaria cheio.

 

Sobre a mesa, um aviso anunciava que o sanduíche de lá havia sido considerado o quarto melhor do mundo. Minha mulher e eu estávamos de bom humor e, por isso, ignoramos a insólita peça publicitária. Não importa que periódico tenha feito a eleição; qualquer pessoa consegue facilmente imaginar que é impossível comparar hambúrgueres do mundo inteiro —um ranking mundial, portanto, soa estapafúrdio.

 

A estrutura do cardápio leva o cliente a montar seu próprio hambúrguer. Parte-se da carne —tipo e tamanho preferidos— e acrescentam-se os complementos: queijos, molhos, etc. Novamente o bom humor nos salvou. Não ligamos para o fato de que não havia, na prática, uma proposta da casa para o sanduíche e compusemos os nossos.

 

Pedi com queijo de Minas; minha mulher, com queijo suíço. Para provar: maionese de wasabi e barbecue. Acompanhamento: uma porção de mandioca frita.

 

Chegaram os lanches e o bom humor teve que resistir à carne além do ponto e de sabor inexpressivo. A fortíssima maionese de wasabi e o concentrado barbecue encobriam qualquer outro sabor do qual se aproximassem; abandonamos os dois. No outro extremo, o queijo de Minas não revelava qualquer gosto.

 

Diferente era a mandioca frita, que era puro bacon: no sabor e no cheiro. Perguntamos à garçonete por que ela não avisara que o acompanhamento era preparado com bacon e, para nossa surpresa, ela respondeu que não era. Gentil, ofereceu uma resposta ao nosso espanto: “devem ter usado a mesma fritadeira em que fritaram bacon e daí fica o gosto”.

 

Ah, bom… Mas o humor resistiu: como reclamar diante de explicação tão prosaica e sincera?

 

O serviço, de fato, era a única coisa que escapava na experiência mal sucedida. Gentil, atenciosa, a garçonete ainda nos recomendou o sorvete, artesanal e terceirizado, de que “nunca ninguém reclamou”.

 

Claro que não seríamos os primeiros a reclamar, embora os dois sabores que pedimos —morango e chocolate— estivessem ruins. A moça também não reclamou do fato de termos deixado os sorvetes quase inteiros e assim ficamos quites.

 

Ligeiramente desconcertados com todos os problemas que cercavam o hambúrguer eleito por alguém como o quarto melhor do mundo, pegamos o carro e fomos embora. Por incrível que pareça, de bom humor.

 

 

Hamburgueria Nacional

Rua Leopoldo Couto Magalhães Junior, 822, Itaim, São Paulo

tel.  11  3073 0428

 

 

28 Respostas to “De bom humor”

  1. Aristoteles Says:

    O negócio é manter o humor – e ir para outro lugar!

    Você já provou o hambúrguer do Butcher’s Market?

    Abs

  2. alhos Says:

    Aristoteles,
    tudo bem?
    Fui duas vezes lá. Gostei de algumas coisas, não de outras. No conjunto, ainda não entrou no meu top ten de hambúrgueres.
    Abraços!


  3. Nunca fui (e nem está na minha lista de “pretendo ir em breve”), mas pela descrição me lembra a Lanchonete da Cidade. Muita pompa pra quase nada.
    Também adoro o St Louis – e a Hamburgueria (olha aí o nome estranho) do Sujinho, que tem ótimo custo benefício.
    abs.

  4. alhos Says:

    Mariana,
    tudo bem?
    A Lanchonete da Cidade, para mim, é uma das casas mais supervalorizadas de São Paulo. Não escrevo sobre ela, pois decidi (desde que fui ofendido gratuitamente por um dos sócios, que se enraiveceu porque ousei reclamar de uma pizza calamitosa que recebi e do ridículo atendimento pós-venda que me foi dado) não comentar, aqui no blog, mais nenhuma casa deste grupo.
    Minhas experiências na Hamburgueria do Sujinho infelizmente foram bem ruins. Uma pena.
    Beijos!

  5. Roberta Malta Says:

    daquele chef bacana, né? aiai…

  6. Aristoteles Says:

    Você vê que a coisa anda complicada em relação a preços quando até um simples hamburguer tem que ser pensado em termos de custo/beneficio!

    Ora, comer sanduíche ao invés de uma refeição tradicional é, por definição, uma escolha por preços moderados.

    Abraços,

  7. mdv Says:

    Eu estive recentemente, pela primeira vez, no Chez Burguer, pedi o tal hamburguer com pão especial, que faz sucesso bar Secreto e rapaz… Achei duca, de desmanchar na boca, ponto da carne atendido e tal. Serviço simpático tb, para minha total supresa (achei que iria topar com uma tropa de freaks). Sou um pouco suspeito porque mora a menos de très quadras, mas acho que vc podia dar uma conferida, abraço Marcelo
    P.S: O Chez Burguer a que me refiro é aquele da Alameda Lorena, entre Melo Alves e Rebouças.

  8. Fábio Says:

    esse seria o quarto melhor burger do mundo se eu só conhecesse quatro burgers no mundo.

    você comentou que a maionese de wasabi e o barbecue encobriam o sabor? é lógico, alhos! a carne não tem gosto de nada, os sabores têm que ser “overpowering”.

    o único burger que eu consigo comer sem ketchup e condimentos é o do 210 diner. Em SP, óbvio.

    abs, alhos!

  9. alhos Says:

    Roberta,
    hahaha. Tremendo sushiman, mas, com hambúrguer, quanta diferença!
    Beijos!

    Aristoteles,
    deveria ser, não é?
    O ponto a que chegamos.
    Abraços!

    Marcelo,
    tudo bem?
    Ainda não fui ao Chez Burguer. Obrigado pela dica.
    Abraços!

    Fábio,
    tudo bem?
    Verdade: o problema está na carne.
    Raramente coloco algo no hambúrguer. E os do 210 Diner -inclusive o recente Oklahoma- são mesmo os melhores.
    Abraços!

  10. Luiz Henrique Says:

    Alhos, como vai ? Hambúrguer de chapa eu sou fã do “Twin Búrguer” na Rua dos Pinheiros esquina com a Fradique.
    Fica a dica !
    O JB já passou por lá e escreveu aqui : http://botecodojb.blogspot.com/2010/04/twin-burguer.html

    Abraço !
    Luiz

  11. wair Says:

    nunca tive muita sorte no hamburgueria nacional – aliás, sequer gosto do nome hamburgueria (ao contrário da outra casa do chef, que adoro e nunca comi nada que não fosse perfeito). o hamburguer do le buteque, na haddock lobo, é muito bom também, vem com batatas fritas impecáveis. e o ritz do iguatemi está sofrendo este mal – carne sem gosto nenhum, decepcionante – principalmente se comparado à casa original. já o 210 tenho uma queda confessa por quase tudo de lá.
    forte abraço!

  12. Ricardo Reno Says:

    Olá Comilão, tudo bem?

    A Hamburgueria Nacional esmerou-se no começo depois a qualidade caiu demais. Na última vez que fui, e foi a última mesmo, pedi o sanduíche de atum, que pasme, veio bem passado. Apesar da informação do garçom de que ele era levemente tostado por fora e cru por dentro.

    Infelizmente tem quem goste, e ninguém fecha por excesso de clientes.


  13. Alhos, sugiro que prove o burguer do Twelve (ex 9h às 9h), na Simão Álvares. Comi algumas vezes e achei muito bom (e com preço justo). abraços

  14. alhos Says:

    Luiz,
    tudo bem?
    Li o posto do Julio Bernardo. E anotei a dica de vocês.
    Obrigado, abraços!

    Wair,
    tudo bem?
    Nunca comi o hambúrguer do Le Buteque. Minhas duas visitas lá (com e sem Jacquin) foram decepcionantes. Mas hora dessas vou provar o hambúrguer.
    Abraços!

    Ricardo,
    tudo bem?
    Há quanto tempo! Seja bem-vindo de volta!
    Cada vez mais me convenço de que o sucesso de uma casa tem pouca relação com a qualidade da comida lá servida. A Hamburgueria Nacional contribuiu para reforçar ainda mais essa impressão.
    Abraços!

    Marina,
    tudo bem?
    Fui duas vezes ao Twelve e em ambas adorei o fish & chips e não gostei do hambúrguer -que veio muito além do ponto nas duas visitas. Quem sabe na próxima?
    Abraços!

  15. Semiramis Says:

    Não sou de São Paulo, mas fui em três hamburguerias da cidade (nem sei se posso chamar de hamburguerias): America, The Fifties e A Chapa… muito bom, bom e ruim, respectivamente…

  16. Anderson Says:

    Os preços cobrados em São Paulo estão supervalorizados. Tenho a impressão que a qualidade está sendo deixada de lado em troca de luxo, conforto, modismos etc – salvo bravas e honrosas exceções. Enquanto existir mercado para pessoas que não se importam com a comida, mas querem apenas frequentar lugares, os abusos dos preços vão permanecer. É sempre bom ler seus textos. Sempre entro para verificar se há novidades rs. Grande abraço

  17. daniel pedro Says:

    Boa tarde Seo Alhos, acompanho o site faz tempo e aprecio muito seu estilo e recomendaçoes mesmo discordando pontualmente. no caso do hamburguer acho que há um tremendo equivoco no que esta acontecendo em sp (náo só) como o companheiro ARISTOTELES mencionou hamburguer é opçao pelo baixo custo, portanto essas `hamburguerias` no mais das vezes cobram muito e oferecem quase nada, portanto fico mais com o x salada de qq padoca com hamburguer sadia e preco justo que tenho certeza é feito com muito mais capricho do que naqueles estabelecimentos que deveriam oferecer alta qualidade. abracao e parabens pelo site.

  18. alhos Says:

    Semiramis,
    tudo bem?
    Já gostei bastante do América. Não sei se foram eles que mudaram ou se fui eu que mudei, mas hoje em dia o hambúrguer de lá não me agrada. No Fifties e n’ A Chapa infelizmente nunca me dei bem.
    Abraços!

    Anderson,
    obrigado.
    São Paulo –e, de forma mais geral, o Brasil– está incrivelmente cara, e não apenas no mundo das comidas. Mas, de fato, é bastante difícil entender os motivos de sucesso de algumas casas e do insucesso de outras.
    Abraços!

    Daniel,
    obrigado.
    Acho que há lugar para tudo: para o hambúrguer simples preparado na chapa e para o mais sofisticado, com carnes e complementos especiais. O preço, lógico, é justo se o que for servido estiver bom e à altura do que é cobrado.
    Abraços!

  19. Fábio Says:

    Alhos,

    Não sei se você concorda comigo, mas acho que a qualidade da patisserie douce france caiu muito nos últimos anos. Gostava da casa, dos salgados aos doces e sorvetes, e não entendo o motivo da mudança.
    Seria mais fácil de entender se o Fabrice tivesse aberto várias filiais pela cidade com o sucesso, mas acho que esse não é o caso.

    Abs.

  20. alhos Says:

    Fábio,
    concordo. Sou vizinho, mas atualmente vou pouco lá. Tanto os doces quanto os sorvetes decaíram muito. Salgados, nunca comi.
    A exceção é o mil folhas, que continua bom quando está fresquíssimo, quando acabaram de montar.
    Abraços!

  21. Fritz Says:

    Olá, Alhos. Você deu sorte: carne de sabor inexpressivo, acredite, é a melhor coisa que você pode conseguir lá. Tivesse sabor, vocês não sairiam de tão bom humor.
    Abs!

  22. Alfredo Eb Says:

    Alhos, frequento sempre aqui e pouco comento, mas um assunto me causou interesse especial: “Cada vez mais me convenço de que o sucesso de uma casa tem pouca relação com a qualidade da comida lá servida.”
    O Anderson toca num ponto, mas seria bacana fomentar essa conversa, tentar entender esse paradoxo. Aqui no Rio onde moro, assessores de imprensa são mais importantes que chefs. Acabamos comendo melhor em lugares discretos, “achados” que muitas vezes guardamos, com medo de estragar tudo se sairmos divulgando por ai.

  23. alhos Says:

    Alfredo,
    tudo bem?
    Obrigado por seu comentário. Escreva sempre que quiser.
    Há muito mais coisa entre uma boa cozinha e o sucesso de um restaurante do que supõe nossa filosofia…
    O restaurante que foi meu favorito durante anos reunia tudo que, aparentemente, garantiria o sucesso de uma casa: ambiente agradável, serviço gentil, preços honestíssimos, comida excelente. Era o Cecilia. A própria Cecilia, uma das melhores cozinheiras que já conheci. Estava quase sempre vazio e fechou. No outro extremo, há pelo menos meia dúzia de restaurantes em São Paulo que servem péssima comida, tem serviço horroroso e vivem cheios.
    Na prática, uma boa inserção na mídia faz diferença e acho que isso leva muitos restaurateurs e chefs a estimularem um tipo de crítica festiva e acrítica -daí o papel ostensivo, agressivo e desagradável que muitas assessorias de imprensa assumiram. Também creio que pesem bastante a localização do restaurante e a capacidade de ele encontrar grupos ou redutos de frequentadores fiéis.
    Enfim, vamos tentando decifrar a equação e, enquanto isso, vez ou outra, ficando perplexos com sucessos e insucessos imerecidos.
    Abraços!

  24. Sergio S. Says:

    Olá, Alhos, tudo bem?
    Após ler seu post e os ótimos comentários dos leitores, concordo sobre a inexpressividade do hambúrguer da Hamburgueria Nacional, e também com o “top 3”. Pessoalmente, não sei se consigo colocar uma ordem, pois um dia penso que quero comer um em particular, e num outro dia, minha escolha é diferente. Mas, devo admitir, às vezes pesa ser vizinho do St. Louis…
    Sobre o comentário do Alfredo, já fiquei tentado a guardar um restaurante em segredo só pra mim, mas de certa forma isso é a antítese do que o sua/minha/nossa descoberta precisa… pensando do ponto de vista do negócio (e de sua perpetuação), melhor que ele seja bem frequentado e consiga se manter em boa forma por muito tempo. Mesmo que para isso ele precise sobreviver a uma enxurrada de clientes que vêm por conta de uma indicação numa Veja SP da vida… (detalhe: isso aconteceu comigo justamente no St. Louis… eu havia começado a indicar para uns amigos quando ele saiu numa Playboy e começou a “bombar”).
    Por fim, é impressionante o que algumas casas conseguem, seja porque têm um sócio famoso, ou porque estão bem localizadas, ou mesmo porque contrataram um mago da divulgação na mídia. Algumas são tão ruins que chegam a dar pena (após dar raiva pela péssima experiência). Como tem gente que não se preocupa com a comida!!
    Abs,
    Sérgio
    PS: Alhos, em tempo: curioso que você também tenha uma história bizarra com um sócio de restaurante que o tratou mal. Eu não acreditei quando tomei uma dessas em uma casa de carnes super premiada aqui em São Paulo. Cheguei a achar que o indivíduo estava bêbado! A história foi tão surreal que meus amigos (um deles frequentador com seus colegas de escritório) custaram a acreditar. Naquela vez não teve jeito, eu perdi a compostura, mas só falei o que ele merecia ouvir, virei as costas e fui embora.

  25. Deizi Says:

    Alhos, é a minha primeira aparição por aqui, e preciso concordar contigo em número, gênero e grau! Estive em S.PAulo inicio de fevereiro e fui com amigos a esse restaurante, fiquei decepcionada com a qualidade da comida, o garçom nós perguntou qual era o ponto da carne e fui clara em dizer que queria no ponto, o que recebi a mesa foi um hambúrguer sem sabor algum e tão seco que foi impossível comer. É realmente um descaso com o cliente um restaurante manter um anuncio publicitário sob a mesa, sem ao menos se prestar a oferecer uma comida que justificasse ao menos 10% do que é anunciado. Espero voltar em breve e poder apreciar outros estabelecimentos. Vou continuar de olha nas suas dicas!

  26. alhos Says:

    Sergio,
    tudo bem?
    Pois é, não pode esconder… rs Até para o lugar não correr o risco de desaparecer.
    Há muitas coisas em jogo por trás do sucesso, muitas.
    Tristes essas histórias de restaurateurs irracionais, tristes.
    Abraços!

    Deizi,
    tudo bem?
    Volte logo – ao blog e a São Paulo!
    Abraços!

  27. Mrcs Says:

    É… Alguns lugares a gente quase guarda o segredo para o sucesso não estragá-lo. E Hamburguer é um caso dificil, bons pra uns, pessimo para outros. Na hamburgueria nacional, nas vezes que eu fui tive experiências bem irregulares. Serviço péssimo (a atendente estava tão mau humorada e soberba – “se vc não é habitué, o que está fazendo aqui?”), na outra a carne insossa, e atum horrendo de falta de frescor, e mais algumas infelizes situações, tanto é que não tenho mais vontade de voltar lá. O 210 também não me agradou, nem o Butchers Market. Mas ai eu coloco em seus devidos lugares os comentários.

  28. alhos Says:

    Mrcs,
    tudo bem?
    Obrigado por seu comentário.
    Gosto bastante dos sanduíches do 210 Diner e achei o do Butcher’s correto, sem maiores adjetivos.
    Abraços!


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