Sobre o cansaço e outros demônios

22/06/2012

 

Cansei.

 

Este blog existe há quase quatro anos, desde 2008. Antes, em outro provedor, viveu dois anos de uma breve pré-história.

 

No total, seis anos. Muito tempo.

 

Já contei uma vez e repito: ele nasceu porque gosto de comer bem e porque vi em duas pessoas do mundo das comidas seriedade e competência incríveis. Seis anos depois, ainda os admiro e respeito porque eles são de fato pessoas e profissionais admiráveis.

 

Só que, nesses seis anos —principalmente nos últimos dois e meio, três—, vi e li muita coisa que me desanimou. Nos últimos meses, sobretudo, quase abandonei as leituras das partes de gastronomia nos jornais e nas revistas. As entrelinhas eram mais eloquentes que o texto, o mau hábito de impor a própria vontade ao conteúdo ou à realidade prevalecia, a crítica sucumbia ao personalismo.

 

Lógico que há muita gente boa nesse mundo. Podia até citar nomes, mas é desnecessário. Quem é bom, é bom.

 

Só que, numa determinada sexta-feira, almocei e jantei em restaurantes importantes de São Paulo. Restaurantes que aparecem na imprensa toda hora, ganham prêmios e prêmios, vivem lotados, são celebrados pela crítica. Em ambos, serviço horroroso e comida medíocre.

 

Uma má coincidência, uma exceção, um acaso? Provavelmente. Mas também um indício de que o terreno por onde caminha a crítica de restaurantes paulistana é minado, cada vez mais minado. Indício que reforçou a vontade, há algum tempo gestada, de sair de cena.

 

Reconheço que não tenho o que reclamar dos leitores desses seis anos. Pelo contrário: foram ininterruptamente gentis. Alguns deles viraram amigos de verdade.

 

Tampouco tenho algo a reclamar de chefs ou restaurateurs. Alguns discordaram do que escrevi, legítima e respeitosamente, e apenas cinco reagiram de forma grosseira às minhas críticas. Quase nada. Continuei, inclusive, a frequentar seus restaurantes, embora tenha abdicado de comentar qualquer coisa relativa a eles.

 

A verdade é que o cansaço vai batendo aos poucos, se combina com a decepção e, vez ou outra, com surpresas desagradáveis. Decidi que precisava de férias, que daria férias para o blog e, principalmente, para os leitores.

 

Só que de repente, não mais que de repente, entendi que o mundo das comidas ficou complicado demais, recheado demais de excessos e desmedidas, de compromissos lícitos e ilícitos. E que o amadorismo dos blogs foi se tornando o último reduto de crítica livre, aquela que não depende de patrocínio —na verdade, que recusa patrocínio.

 

Crítica, aliás (não custa lembrar), é dissonância, diversidade, olhar antagônico, perspectiva invertida, celebração do dissenso. A crítica não pode fazer opções prévias, nem tomar partido. Tem que ver o mundo como um todo, multifacetado, complexo, diverso.

 

Então desisti das férias, segui o exemplo do Silvio Caldas e decidi prosseguir. Porque é por duas coisas que tudo isso vale a pena. Uma é óbvia. A outra é o diálogo.

 

48 Respostas to “Sobre o cansaço e outros demônios”

  1. Cassius Says:

    Conte-nos, por favor, quais os restaurantes supervalorizados que frenquentou em um só dia…

  2. Caio V. Z. C. Says:

    Olá Alhos,

    Sou seu leitor há tempos e continuo sendo mesmo não mais morando no Brasil, sem poder tirar proveito das dicas, mas apenas do seu belo texto. Mesmo se o senhor nunca mais escrevesse nada, ainda valeria muito a pena voltar ao seu blog só para reler o texto de alguns dias atrás sobre sua filha.

    Quase nunca me manifesto, mas desta vez vou fazê-lo para celebrar o fim do seu “retiro” e confessar que, “do lado de cá” da crítica, também existe essa sensação de….como eu diria? Desânimo, desesperança talvez, que são aliviadas quando leio um texto seu ou do JB.

    Saudações cordiais e boa volta

    Caio V.

  3. Luiz Henrique Says:

    Muito bom ! Sensata atitude.
    Queremos uma crítica gastronômica sem jabás e aqui a temos.
    Sigamos !

    Abraço.

    Luiz

  4. Teresa Chaves Says:

    Alhos,

    Não sou a pessoa mais isenta para comentar o seu blog. Quem me conhece sabe que sou sua admiradora incondicional: dos textos, da ética, da seriedade, das paixões compartilhadas. Não é à toa que indico este endereço aos meus alunos como um dos melhores exemplos que conheço de debate, de escrita, do que é possível fazer de bom e interessante com um veículo tão comum como um blog.

    Por isso, esse post me traz um bocado de alívio. Entendo o cansaço, mais de uma vez ouvi seus motivos e conversamos sobre eles. Mas o fato é que foi a leitura dos seus textos, mais do que qualquer outro veículo que tenha começado a ler depois, que me despertou para um novo jeito de comer, de perceber a comida e o que ela realmente pode significar. Como pode aproximar as pessoas. Conheci gente interessante por sua causa, conheci lugares que se tornaram importantes no meu cotidiano e cenário de alguns dos meus marcos dos últimos anos. Desfrutei do prazer que é compartilhar uma boa refeição com quem se ama. Pensar sobre o ato de comer virou parte da rotina, e isso muda um bocado a maneira de perceber o mundo.

    A verdade é que comer bem é uma alegria e devia ser a vontade geral. A crítica só importa como possibilidade de debate, de transformação, de diálogo. Entre as coisas que encontro quando venho aqui está esse prazer de conversar sobre outros prazeres. Sem pretensões, sem afetação. Fico feliz, então, porque esse espaço tão confortável e interessante se mantém. E sei que continuo voltando por causa desse contínuo aprendizado de simplicidade que, para mim, é sua característica irresistível. Como me disse uma vez uma pessoa especial, o resto é circunstância.

    Então… Obrigada.

  5. Marco Antonio da Cunha Says:

    Retroceder sim, Render-se jamais. Parabéns.

  6. Tania P. Says:

    Ja acompanho seu blog ha muito tempo. Sou uma leitora da ala dos quietos. Mas venho aqui agradecer pela deliciosa leitura e tambem por criticas honestas e sem rabo preso. Estou longe de SP ha 11 anos e quando volto nao quero desperdicar meu suado $ em restaurante mediocres. Seu blog eh um porto seguro nesse mar de jabas na internet e na imprensa escrita.
    Acho engracado qd algum critico come bem. A maioria dos criticos de gastronomia tem as suas caras estampadas nos meios de comunicacao, acho obvio que vao ser bem tratados e comer bem. Aos pobres mortais soh resta cruzar os dedos para ser bem atendido e comer bem.
    Ha exceçoes em SP como o Mocoto com atendimento carinhoso e comida a altura.
    Fico contente que nao va encarar umas ferias prolongadas. Abracos.

  7. Adegão, O Says:

    Olá caro Alhos.
    É difícil e desanimador, quando fazemos um bom trabalho, buscando a coerência, imparcialidade e seriedade, quando brotam pseudo-críticos mandando e desmandando o público. Consegue uma certa fama, e já começa a dar “carteirada”.
    Passo pela mesma situação. Penso no meu produto 24 horas e luto para que o público possa entender um pouco melhor o que eu faço. Mas vejo que os novos concorrentes, só querem “vender”.
    É um desanimo e já pensei em milhares de vezes em partir para outro ramo de negócio. Mas e os meus clientes? Como você mesmo disse, “leitores que se tornaram amigos.” Busco diariamente, um ponto de apoio para me incentivar e sou um suspeito, mas você e seu blog me apoia e muito.
    Quando estou prestes a perder a linha, venho e leio e releio vários textos e penso: “Tenho que voltar ao trilho.”
    Tem horas que dá vontade de largar tudo. Mas acredite, tem muita gente que precisa de você e do que faz.
    De um fã que te admira muito.

    Adegão,O

  8. alhos Says:

    Cassius,
    tudo bem?
    Uma hora contarei. Estou deixando decantar.
    Abraços!

    Caio,
    obrigado. Voltei sem nunca ter ido… rs
    Abraços!

    Luiz Henrique,
    obrigado.
    Mais do que supostos jabás, me incomoda a indisposição ao diálogo.
    Abraços!

    Teresa,
    obrigado, menina.
    A decisão estava tomada, o post de férias pronto. Nos dois últimos dias, percebi que não dá, pelo menos agora, para parar. Me pressionaram para ficar quieto, o que é sempre o pior jeito de silenciar alguém.
    E, em algum grau conscientemente inconsciente, acho que eu precisava de todos esses apoios e afetos.
    Beijos!

    Marco,
    obrigado.
    Sigamos.
    Abraços!

    Tania,
    obrigado.
    Vamos em frente.
    Mas há críticos conhecidos que são cuidadosos e não se resumem a avaliar o atendimento que recebem: observam também o que acontecem com os demais comensais – ou seja, quando se pretende fazer direito o trabalho, sempre há formas.
    Abraços!

    Adegão,
    obrigado.
    Mas sejamos claros e sinceros: São Paulo precisa muito mais de sua loja do que de qualquer blog. É outro nível (que inclui a educação do paladar) no tratamento dos saquês. Agora, que você podia vender também fantasia de ninja, lá isso podia!
    Abraços!

  9. Cassius Says:

    Ah, claro, esqueci de mencionar que também fiquei contente com a sua decisão.

    Não sou de São Paulo e, as cinco ou seis vezes no ano que vou para aí são, majoritariamente, para comer e beber. Portanto, não posso me dar o luxo de “desperdiçar” uma refeição.

    E, sem dúvidas, tem sido nos blogs (seu, JB, Que Bicho) que eu me baseio para as chances de erro caírem consideravelmente.

    Lembro que, antes, baseava-me no Guia Quatro Rodas e na Veja e errava muito mais – portanto, empiricamente, a crítica “amadora” funciona melhor.

  10. Adegão, O Says:

    HAHAHAHAHAHAHAHA O dia que começar a vender fantasias de ninjas, comemoremos no Itadakimassu, junto com o A.B. #voufalardissoatémorrer

  11. Li Says:

    A crítica é necessária e muito benvinda! Não qualquer crítica e nem de qualquer pessoa. Vale o que é escrito por quem se respeita e admira. E também o leitor precisa se identificar com o crítico e seu paladar. Comida com muita pimenta, molhos bem encorpados, o uso de cominhos e coentros….uma comida muito robusta não é para todos.Assim como o crítico tem que saber de comida, o leitor tem que saber qual é o paladar do crítico e se identificar com ele. Agradeço à você, teus escritos e considerações sobre tantos e tantos lugares que São Paulo nos oferece e peço que continue essa tua missão. É importantante prá nós!
    Obrigada!
    Li

  12. eliane (@elii_sa) Says:

    Olá, Alhos…
    Agradeço imensamente sua decisão de permanecer com este forum de discussão e reflexão sobre a arte de comer bem! Seus textos refletem sua opinião e são lindamente poéticos. Além de nos orientar no prazer de comer e beber bem ainda nos dá boa leitura e cultura!!!! Não desanime não, seus leitores agradecem!!!

  13. alhos Says:

    Cassius,
    obrigado de novo.
    Também recorro sempre aos blogs do Que Bicho e do JB.
    E respeito muitíssimo o trabalho com gastronomia da Vejinha. Arnaldo Lorençato e Helena Galante são das pessoas mais sérias e competentes que conheço no mundo das comidas.
    Abraços!

    Adegão,
    verdade: ainda iremos juntos ao Itadakimasu. Afinal, comida japonesa como lá, não há!
    Abraços!

    Li,
    obrigado.
    É isso mesmo: é necessário mais de um nível de leitura da crítica para saber sobre o restaurante e sobre a crítica em si. Por isso, diversidade de vozes e diálogo são essenciais.
    Beijos!

    Eliane,
    obrigado.
    Escrever e ler, além de comer, é o que importa. rs
    Abraços!

  14. Fernando Says:

    Alhos, sou um leitor silencioso, fico feliz que continuará.
    Avante!

  15. Carolina Vasconcellos Says:

    Alhos,
    Como jornalista (\”de gastronomia\”) e como pessoa física concordo contigo. Está tudo muito chato. Jornais e revistas publicam exatamente as mesmas notas e coisas, mesmas entrevistas, quase não há espaço para a inteligência. Há exceções, ainda bem. O mesmo acontece com os restaurantes, conceitos copiados e replicados, comida cada vez pior e preços cada vez mais abusivos. Tudo absolutamente pasteurizado.
    Mas seu espaço, seu trabalho e suas reflexões valem e muito a pena. Não desista. Precisamos discutir comida como você o faz – e maravilhosamente bem.
    Obrigada, boa sorte e vamos em frente.
    Um abraço!

  16. Ruskaya Says:

    Acompanho o blog há algum tempo, sempre silenciosa mas nutrindo, a cada post, maior admiração pelo que leio aqui.
    Hoje, ao começar a leitura do post, senti uma espécie de mal estar, quase um desgosto, por concluir precipitadamente o que leria nos últimos parágrafos.
    Foi com alívio e alegria que encontrei, ao final, uma solução diversa da desesperança e da desistência.
    Parabéns e obrigada pela agradável surpresa!

  17. alhos Says:

    Fernando,
    obrigado.
    Fale sempre que quiser…
    Abraços!

    Carolina,
    obrigado.
    Seu diagnóstico é preciso. Não apenas parte da imprensa; também os restaurantes estão ficando estereotipados. No primeiro caso, fala-se a um leitor abstrato e, na prática, inexistente. No segundo, navega-se na onda da moda, que aceita quase tudo acriticamente.
    Sim, vamos em frente.
    Abraços!

    Ruskaya,
    obrigado.
    Esse texto já estava escrito, mas tinha um desfecho diferente. Hoje o reestruturei e alterei o desfecho. Se parte da imprensa deseja que o blog se cale porque supostamente a atrapalha, não dá para entrar de férias. rs
    Abraços!


  18. Eita, Alhos… Quer matar a gente de susto, é? Ainda bem que essa decisão não foi adiante! (Se bem que entendo deveras os motivos todos.) Beijos.

  19. alhos Says:

    Renata,
    obrigado.
    Não era a intenção…
    Beijos!


  20. Também levei um susto quando comecei a ler o seu post… O “Que Bicho” já anda sumido… Agora o que seria de nós sem você.
    Cheguei a conclusão que as vezes a opinião não é apenas “tendenciosa” é uma questão de gosto “duvidoso” pura e simplesmente.
    E o jabá… O que dizer… O leitor, onde eu me incluo, percebe isso claramente. Alguns blogs são confiáveis, outros NÃO e ponto final! Até leio, mas sei que não posso confiar, pois é jabá…
    Permaneça!!!
    Abs,
    Fernanda Garcia

  21. jb Says:

    obrigadíssimo por continuar.
    todos temos a ganhar.
    longa vida ao alhos!
    abração!

  22. Ernestão Says:

    Alhos

    Sou de Campinas, tenho seu blog nos favoritos do meu PC. Acho sua critica extremamente sensata e como bom gourmand, também passo pelas frustrasções aqui em Campinas, que guardadas as devidas proporções o meio gastronômico de cá não difere muito de SP em termos de afetação.
    Continue em frente com sua escrita, pois acho você e o JB super autênticos. (sem conhecê-los pessoalmente).

    Abraço do Ernestão.

  23. Srta Holly Says:

    Fui lendo o texto e ficando tensa! Ufa!!!! Não desanime não Alho!😉 abç

  24. Daniela Says:

    Fico feliz que continue. Sim, o diálogo. Ingênua eu, segui a indicação de um blog e fui a um estabelecimento recomendado. Serviço ruim, comida razoável, e ainda por cima nos enganaram(tentaram) servindo gato por lebre. Não sou nenhuma gourmet mas sei a diferença de um hamburguer de verdade para um desses que vem congelados e em caixas. Pois nos serviram um desses… Percebemos, reclamamos, trocaram, se desculparam, mas ficamos sem saber se esse era mesmo o padrão do estabelecimento tão bem recomendado. Passei a informação para o blog de onde tirei a recomendação e aconteceu que colocaram minha experiência em dúvida. Não acreditaram na minha palavra. Afinal, onde já se viu criticar um restaurante onde “o crítico” foi tão bem atendido?! Só pra dizer que me sinto um pouco como você, enganada. Ou então preciso é “virar” crítica e entregar meu cartão quando solicito uma mesa. Agora eu sei, é jabá!

  25. Ricardo Reno Says:

    Olá Comilão, tudo bem?

    Folgo em saber que vai voltar a escrever com regularidade. Como leitor tenho fome dos teus textos saborosos e inteligentes.

    Já estou com água na boca.

    Abraços

    PS: Você sabe o que aconteceu com o blog do Julinho?

  26. alhos Says:

    Fernanda,
    obrigado.
    Concordo. Não custa lembrar que, quando se lê um texto sobre restaurante (ou qualquer outro assunto, evidentemente), é preciso ler o que se diz sobre o restaurante e o que o texto expõe sobre o próprio trabalho de crítica. Dessa forma, identificamos com maior facilidade os gostos, que ultrapassam as análises, e eventuais compromissos lícitos ou ilícitos.
    Abraços!

    JB,
    obrigado.
    Você foi um dos responsáveis pela permanência. Sabe disso.
    Abraços!

    Ernestão,
    obrigado.
    Conheço pouco de Campinas, mas creio que SP ou Campinas reproduzam um movimento dos restaurantes e da crítica que ocorre de forma mais ampla e generalizada no Brasil inteiro.
    Abraços!

    Srta. Holly,
    obrigado…
    Abraços!

    Daniela,
    obrigado.
    Sem querer defender a casa ou o blog a que você se refere (e que não sei quais são), lembro que um dos problemas crônicos de nossos restaurantes é a irregularidade. Às vezes, fazemos refeições excelentes num lugar e, ao voltarmos lá, tudo dá errado. Aparentemente, não foi esse o caso… Mas muitas vezes acontece. O que não pode acontecer, de jeito nenhum, é desconsiderar ou desprezar a opinião alheia.
    Abraços!

    Ricardo,
    muito obrigado.
    Você é dos leitores mais constantes do blog. Por decorrência, um dos motivos da existência do próprio.
    O blog do JB tinha mudado de nome e de endereço. Mas voltou ao nome e endereço antigos: http://botecodojb.blogspot.com.br/
    Abraços!

  27. Flavia Marques Says:

    Alhos, boa tarde!
    Leio sempre o seu blog e ADORO seus textos e sua maneira de escrever! Nunca comentei antes… mas agora levei um susto! Muito bom saber que vc vai continuar! Seu blog é muito especial.
    Grande abraço,
    Flavia

  28. Pedro Says:

    Alhos,
    Que bom que não desistiu. Você serve de referência justamente pela coerência e imparcialidade.
    Grande abraço,
    Pedro

  29. Marcelo Corrêa Bastos Says:

    Sou leitor deste blog há um bom tempo e fico contente em saber que ele continuará existindo. Suas dicas me proporcionaram várias boas refeições (recentemente estive em Tiradentes e os posts sobre a cidade foram o meu guia – o conto de réis e a estalagem do sabor são mesmo lugares maravilhosos). A maior parte das publicações sobre gastronomia nos dão a impressão de que existe em SP pouco mais de 2 dúzias de restaurantes, e uma meia dúzia de proprietários deles. Este blog ( alguns poucos jornalistas do ramo) e outros já citados nos comentários são a resistência da tranformação do jornalismo gastronômico numa coluninha social pretensa e falsamente cosmopolita.

  30. Fábio Says:

    🙂

  31. alhos Says:

    Flavia,
    obrigado.
    Vamos seguindo…
    Abraços!

    Pedro,
    muito obrigado.
    Abraços!

    Marcelo,
    obrigado.
    Em blogs ou na imprensa institucionalizada, acho que o importante é reconhecer a diversidade de opções.
    Abraços!

    Fábio,
    obrigado.
    Abraços!

  32. cozinhateca Says:

    Nao desanima nao, é uma fase, mas o importante é que o blog te faz feliz!😉

  33. André Says:

    Ufa!!!
    Alhos,
    Me desculpe, mas se você abandonar o barco estarás praticando um atentado (por omissão) a liberdade de expressão. No Direito existe o “princípio da vedação ao retrocesso”, ou seja, não podemos abandonar, fechar, encerrar aquilo que é bom para a sociedade. Se vc fechar as portas do seu blog estará violando esse princípio jurídico e estarará sujeito às penalidades legais ….rs
    Força.
    O bem sempre vence o mal.
    Opine livremente e sem pena de uma crítica mais dura. A democracia agradece.
    Abç

    Força e que apenas a morte nos separe.

  34. Rodrigo Says:

    Sou da turma dos quietos também. Que bom que você não vai embora. É fonte segura da gastronomia em SP sem press release. Estou sempre o lendo, não me deixe na proa sozinho não. Saudações de outro guloso.

  35. alhos Says:

    Cozinhateca,
    obrigado.
    É que estava me deixando tenso… Mas melhorará.
    Abraços!

    André,
    obrigado.
    Quer dizer que já estou protegido juridicamente. Ufa…
    Abraços!

    Rodrigo,
    obrigado.
    A gula, se bem direcionada, é fundamental…
    Abraços!

  36. Ligia Says:

    Obrigada por continuar. Obrigada pela sua integridade que é tão valiosa para nós leitores. Abs.

  37. alhos Says:

    Ligia,
    obrigado.
    Abraços!

  38. Mariangela Says:

    Eu também sou uma leitora silenciosa e pouco posso me valer de suas dicas pois também moro fora do Brasil( em Barcelona,Espanha) mas a leitura de seus textos é um enorme prazer para mim, voce escreve com uma classe e elegancia sensacionais,um escritor refinado.
    Ainda bem que foi sem nunca ter ido e continuará nos presenteando com textos de super bom gosto(o de sua filha,uma ode a emoção..).
    Abraço e obrigada pelas leituras sempre tão boas!

  39. Josianne Says:

    Sr Alhos,
    Vira e mexe volto ao seu blog para ver por onde andas, sempre que venho a SP tento fazer um roteiro de onde comer olhando , principalmente, o seu blog.
    Essa é a primeira vez que escrevo , motivada pelo seu post e principalmente pra te dizer que acabei de jantar no Epice e pude confirmar o que disse.
    Tou tão feliz….
    Espero que se , algum dia , o Sr se cansar de novo , escreva um post , pois te daremos um monte de razões para que possa continuar.
    Um abraço

  40. alhos Says:

    Mariangela,
    tudo bem?
    Muito obrigado. Mesmo.
    Abraços!

    Josianne,
    tudo bem?
    Pode deixar, aviso… rs
    Muito obrigado!
    Abraços!


  41. Alho, embora concorde com cada linha e, em muitos momentos, compartilhe a mesma angústia, fui murchando a cada parágrafo, ao perceber que perderia um dos poucos blogs de gastronomia que ainda leio com prazer. Que felicidade chegar ao fim do post e retomar a esperança.

    Em tempos em que as pessoas valem, não pelo que têm a dizer, mas pelo tanto de gente disposta a ouvi-las, é um alento que vozes como a sua continuem ecoando. A vontade é de lhe dar um abraço apertado em agradecimento por manter esse espaço vivo. Sinta-se abraçado.

    Constance.


  42. Estamos nos cansando dos restaurantes, cada vez mais caros, com péssimo serviço e comida sem graça. Podemos contar nos dedos de uma só mão aqueles que valem a pena nesta cidade “gastronômica”.

  43. alhos Says:

    Constance querida,
    muito obrigado.
    Tudo que diz é recíproco, você sabe.
    Beijos!

    Sergio,
    tudo bem?
    Verdade: a maioria é ruim. Domingo passado, assisti à palestra do Luiz Américo Camargo, no evento do Paladar, e ele lembrava que de 60% a 80% dos restaurantes novos que visita não valem a pena.
    Felizmente há alguns que continuam a valer e, vez ou outra, fazemos uma descoberta boa.
    Abraços!

  44. Jorge A. Perlas Says:

    Caro Senhor Alhos
    Entendo plenamente o seu cansaço.
    Ele é justificado e compartilhado por todos aqueles que tentam aportar algum nível de aprimoramento e visão crítica aos ambientes e processos em que convivem.
    A vontade de “mandar tudo às favas” é ao mesmo tempo legítima e sedutora.
    Mas, em nome da “resistência” lhe suplico não se deixe seduzir pelo canto das sereias do “deixa disso”.
    Quando me encontro em circunstancias semelhantes às suas sempre acaba me salvando um pensamento que ouvi uma vez e dizia mais ou menos: Se os bons e os justos se retiram do debate o campo fica liberado aos venais e mal intencionados que, sem oposição, podem continuar a poluir o ambiente impunemente.

    Por isso repito, não abandone, não está só e o bom combate vale a pena ser lutado.

    Abraços

    Jorge

  45. Ricardo Says:

    Leio seu blog há 2 anos e ele é o meu predileto em crítica gastronômica.
    Nunca antes tinha deixado um comentário, mas passei hoje para te agradecer. Obrigado por continuar.
    Abraços,
    Ricardo

  46. alhos Says:

    Jorge,
    tudo bem?
    Muito obrigado.
    Sigamos.
    Abraços!

    Ricardo,
    tudo bem?
    Obrigado.
    São os leitores que justificam o blog.
    Abraços!

  47. Daniel Pinheiro Says:

    adiante, Comilão! tão bom saber que não abandonará a trincheira… e sempre há um lugar naquela kombi para a margem certa do Prata

  48. alhos Says:

    Daniel,
    obrigado.
    Kombi preparada: estou a caminho da margem do Prata. rs
    Abraços!


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