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Público & privado

24/02/2010

 

Uma e meia da tarde, Praça Vilaboim.

Minha filha e eu iniciamos a travessia pela faixa de pedestres, farol aberto para nós.

Eis que o manobrista do Aoyama arranca e cruza o farol vermelho centímetros à nossa frente. Assustamos, respiramos fundo e reiniciamos a travessia.

Depois de uma rápida olhada na banca, esperamos o farol abrir para atravessar de volta.

Quando estamos na metade da travessia, outro manobrista do mesmo restaurante chega velozmente e estaciona exatamente em cima da faixa. Contornamos o carro para chegar à calçada.

Não resisto e me dirijo à hostess do restaurante, parada à porta. Explico tudo e lembro que colocar transeuntes em risco não é bom para a imagem da casa.

Ela me ouve e diz que devo falar com o responsável pelo serviço, um senhor de terno, parado na calçada. Falo com ele, que me atende de maneira gentil, desculpa-se e avisa que “informará ao patrão”.

Despeço-me e sigo meu caminho enquanto ele orienta o próximo carro a estacionar. Em cima da faixa de pedestres.

Claro que não são só os manobristas do Aoyama que usam a Vilaboim como se fosse garagem privada, sem apreço público e ao público. E nem é só lá que isso acontece.

Mas desta vez foi.